Gráfico da Função do 1º Grau

Gráfico da Função do 1º Grau

Você sabia que o gráfico de toda função do 1º grau é uma reta? Neste texto, você aprenderá a construir essa reta de duas maneiras bem interessantes. Então não perde tempo e vem comigo aqui!

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Olá, pessoal! Tudo tranquilo?

O gráfico de uma função do primeiro grau, cujo formato é f(x) = ax + b, será sempre uma reta! Aqui no blog, nós já abordamos uma série de aspectos que envolvem essa função, também conhecida como função afim, mas ainda não tínhamos falado sobre a construção da reta em si — ou seja, sobre como desenhar, na prática, o gráfico da função afim. Bom, isso muda agora!

Neste texto, vamos construir alguns gráficos de funções do 1º grau de maneiras muito simples, para que vocês possam usar esse conhecimento e construir o gráfico de qualquer função matemática!

Resumo rápido

  • O gráfico de toda função do 1º grau (ou função afim) é sempre uma reta.
  • Bastam dois pontos para traçar essa reta com precisão.
  • O coeficiente a mostra se a reta é crescente (a > 0) ou decrescente (a < 0).
  • O coeficiente b indica o ponto exato em que a reta corta o eixo y.
  • A raiz da função é o ponto em que a reta corta o eixo x.

 

E olhem só que interessante: a função do primeiro grau é bastante utilizada em diversos assuntos práticos, todos ligados a questões que envolvem linearidade e que, portanto, podem ser representados por uma reta. Por isso, a representação gráfica dessas questões pode nos ajudar, e muito, a interpretar determinadas situações, inclusive nos poupando uma série de cálculos. Interpretar, poupar cálculos — essas palavras não lembram nada a vocês?

Pois é, elas representam elementos cruciais quando se pensa em prestar as provas do ENEM e dos vestibulares! Mas quem deseja mandar bem nessas provas certamente já assinou, ou vai assinar, a plataforma do Professor Ferretto, não é mesmo? Só lá tem videoaulas sobre toda a matemática do ensino médio, planos de estudo personalizados, centenas de exercícios do ENEM e de vestibulares com resolução em vídeo, e até monitoria no plano diamante.

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O Que é uma Reta? A Base do Gráfico da Função Afim

Ansiosos para começar? Então vamos lá! Afirmamos, bem no início do texto, que o gráfico de uma função do 1º grau é sempre uma reta. Mas vocês sabem o que significa exatamente o termo “reta”?

Ilustração de uma reta: um traço que segue sempre a mesma direção, sem curvas nem ângulos

No dicionário, de forma geral, diz-se que uma reta é um “traço que segue uma única direção, sem curvas ou ângulos”. Bom, a imagem acima mostra que é isso mesmo. Mas a verdade é que o comprimento, ou a medida da reta que vemos acima, é apenas uma questão de representação: uma reta é formada por infinitos pontos e, por isso, seu comprimento é dito infinito.

Reta formada por diversos pontos amarelos alinhados, representando os infinitos pontos que compõem uma reta

Agora, será mesmo que, para construir uma reta, seria necessário definir todos os seus infinitos pontos? Não, né, pessoal! Primeiro, porque algo infinito teoricamente não tem fim, e assim passaríamos a vida toda tentando construir uma única reta. E, segundo, mas não menos importante, porque a definição geométrica da reta nos diz que “uma reta é o menor caminho entre dois pontos”.

Reta dividida em segmentos coloridos, mostrando que dois pontos quaisquer definem toda a reta

E não é que é verdade mesmo? Vejam, na figura acima, que se obtivermos quaisquer dois pontos de uma reta, ligarmos esses pontos e, na sequência, continuarmos traçando a reta para ambos os lados seguindo a mesma direção, então teremos o comportamento preciso da reta como um todo! Tendo isso em vista, fica muito mais fácil construir o gráfico da função afim.

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Como Construir o Gráfico da Função do 1º Grau (ou Função Afim) em 2 Passos

Bom, para que essa ideia fique bem clara, nada melhor do que colocá-la em prática! É isso que faremos na sequência, de duas maneiras diferentes. Então, pegue um lápis, papel, e vem comigo aqui! Construa o gráfico das seguintes funções:

Método 1: A Tabelinha (Atribuição de Valores) — f(x) = 2x – 1

Já descobrimos que precisamos de apenas dois pontos, ou duas coordenadas do plano cartesiano, para construir uma reta, não é mesmo? Pois bem, para obter esses dois pontos, utilizaremos, nesse primeiro exemplo, a famosa tabelinha. Nela, vamos substituir a variável x da função f(x) = 2x – 1 por dois valores de nossa escolha, a fim de encontrar os seus respectivos valores em y, porque, como vocês sabem, uma função f(x) = ax + b também pode ser escrita na forma y = ax + b (veja o texto completo).

x Cálculo: y = 2x – 1 y Par ordenado (x, y)
–1 y = 2 · (–1) – 1 = –2 – 1 = –3 –3 (–1, –3)
1 y = 2 · 1 – 1 = 2 – 1 = 1 1 (1, 1)

 

Vejam que atribuímos à variável x os valores –1 e 1, e descobrimos que seus valores em y são, respectivamente, –3 e 1. Agora temos duas coordenadas cartesianas, formadas pelos pares ordenados (–1, –3) e (1, 1), e, a partir delas, podemos encontrar dois pontos no plano cartesiano. Mas é claro que vocês poderiam ter escolhido quaisquer outros valores e obtido quaisquer outros pares ordenados: a reta que construímos abaixo seria exatamente a mesma, independentemente dos pontos utilizados para encontrá-la.

Gráfico da função f(x) = 2x – 1 no plano cartesiano, reta crescente passando pelos pontos (–1, –3) e (1, 1)

Viram como é fácil? Basta ligar os dois pontos que encontramos e seguir traçando a reta na mesma direção além deles. Pessoal, o método da tabelinha pode ser utilizado para construir o gráfico de qualquer função matemática; portanto, vocês podem utilizá-lo sempre e, inclusive, devem aproveitar para fazer isso quando se trata da função do 1º grau, afinal, apenas dois pontos conseguem definir o comportamento de uma reta — o que nem sempre acontece nas demais funções.

Agora, é fato que vocês possam estar se perguntando: “vou precisar escolher sempre os valores que atribuo a x? Dependendo da função, isso não é arriscado? Não existe um método diferente em que eu não dependa das minhas próprias escolhas?” Se isso realmente aconteceu com vocês, tenho uma boa notícia: no próximo método, vamos eliminar as escolhas dos pontos utilizados para traçar a reta, trabalhando com os pontos em que a reta corta, ou intersecta, os eixos cartesianos. Acompanhem com atenção!

Método 2: Pontos de Interseção com os Eixos — y = –x + 2

Nós estudamos no texto Plano Cartesiano que, quando os pontos se localizam exatamente sobre o eixo x ou sobre o eixo y, as suas coordenadas possuem uma configuração específica. Qualquer ponto que se localize exatamente sobre o eixo das abscissas, ou eixo x, por exemplo, sempre terá a configuração (x, 0), de forma que o valor de y certamente será zero. Já quando um ponto se localiza exatamente sobre o eixo das ordenadas, ou eixo y, acontece justamente o contrário: esse ponto terá a configuração (0, y), o que significa que o valor de x certamente será zero. Por isso, quando desejarmos obter o ponto em que a reta corta o eixo x, substituiremos o valor de y na função por zero:

y = –x + 2

0 = –x + 2

x = 2

Ponto onde a reta corta o eixo x: (2, 0)

Se vocês repararem no cálculo acima, poderão perceber que, na verdade, quando buscamos o ponto onde o gráfico corta o eixo x, estamos obtendo a raiz da função. Incrível, não é? Mas, se desejarmos obter o ponto em que a reta corta o eixo y, deveremos substituir o valor de x na função por zero:

y = –x + 2

y = –0 + 2

y = 2

Ponto onde a reta corta o eixo y: (0, 2)

Conhecendo esses dois pontos, já estamos prontos para construir a reta que representa a função y = –x + 2. Mas, antes disso, aí vai uma dica muito interessante: no texto Introdução à Função Afim, aprendemos a distinguir os coeficientes a e b da função do primeiro grau. O que ainda não havíamos dito é que o coeficiente b, o famoso termo independente da função afim, representa justamente o ponto onde o gráfico corta o eixo y!

Em y = ax + b, o coeficiente b indica onde a reta corta o eixo y; na nossa função, y = –x + 2, esse valor é 2 — exatamente o ponto (0, 2) que acabamos de calcular.

Dica Ninja do Professor Ferretto: na função y = ax + b, o coeficiente b indica o ponto onde a reta corta o eixo y; no exemplo, y = –x + 2

Depois dessa dica maravilhosa, nada melhor do que traçarmos a tão esperada reta representativa da função y = –x + 2.

Gráfico da função y = –x + 2 no plano cartesiano, reta decrescente passando pelos pontos (2, 0) e (0, 2)

Ficou claro, pessoal? Resumindo essa última ideia: é possível construir o gráfico de uma função do primeiro grau apenas conhecendo a raiz dessa função — o ponto em que o gráfico corta o eixo x — e o coeficiente b dessa mesma função — o ponto em que o gráfico corta o eixo y. E pronto! Vocês podem continuar utilizando a tabelinha em conjunto com esse conceito, ou podem utilizar somente a tabelinha; isso fica a critério de vocês. Só não dá para deixar de encontrar pelo menos dois dos pontos que pertencem à reta que vocês desejam representar!

Gráfico da Função do 1º Grau: Crescente ou Decrescente?

Repararam que, nos dois exemplos que acabamos de construir, as retas têm comportamentos opostos? No primeiro exemplo, a reta de f(x) = 2x – 1 sobe da esquerda para a direita; já no segundo, a reta de y = –x + 2 desce. Isso não é coincidência: quem determina esse comportamento é justamente o coeficiente a, também chamado de coeficiente angular. Assim, basta observar o sinal de a para saber, mesmo antes de desenhar o gráfico, se a reta será crescente ou decrescente.

Coeficiente a Comportamento da reta Exemplo deste texto
a > 0 Crescente: conforme x aumenta, y também aumenta f(x) = 2x – 1 (a = 2)
a < 0 Decrescente: conforme x aumenta, y diminui y = –x + 2 (a = –1)

 

Ou seja, basta olhar o sinal de a para prever, antes mesmo de calcular qualquer ponto, qual será o comportamento geral da reta. Quem quiser se aprofundar nesse coeficiente, incluindo como calcular seu valor a partir de dois pontos quaisquer, pode conferir o texto Coeficiente Angular da Função Afim.

Aplicações Práticas do Gráfico da Função do 1º Grau

E para fecharmos o assunto com chave de ouro: vocês lembram que, no início do texto, falamos sobre a utilização prática do gráfico da função do primeiro grau? Pois então, no vídeo logo abaixo, vocês encontram um exemplo resolvido que envolve questões financeiras, e, nesse tipo de situação, a representação gráfica das funções pode ajudar, e muito, a entendermos o contexto.

Gráfico é visualização: é informação apresentada de forma simples e de fácil compreensão, capaz de substituir um grande texto ou mesmo uma série de equações. Por isso, é imprescindível que vocês saibam interpretar os gráficos direitinho, já que eles aparecem com frequência nas provas do ENEM, dos vestibulares e mesmo no dia a dia. Hoje, o convite para assistir ao vídeo ficou irrecusável, não é mesmo?

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Exercícios Propostos: Pratique a Construção do Gráfico

Agora é com vocês! Resolvam os exercícios abaixo e confiram o gabarito comentado ao final de cada um.

Exercício 1

Construa o gráfico da função f(x) = –3x + 6 pelo método da tabelinha, escolhendo x = 0 e x = 2. Depois, classifique a reta como crescente ou decrescente.

Gabarito: para x = 0, temos f(0) = –3 · 0 + 6 = 6, logo o ponto é (0, 6). Para x = 2, temos f(2) = –3 · 2 + 6 = 0, logo o ponto é (2, 0). Como a = –3 é negativo, a reta é decrescente.

Exercício 2

Encontre a raiz e o ponto onde a reta corta o eixo y da função y = 3x – 6. Em seguida, classifique-a como crescente ou decrescente.

Gabarito: para a raiz, fazemos y = 0: 0 = 3x – 6, logo x = 2, e o ponto é (2, 0). Para o ponto no eixo y, fazemos x = 0: y = 3 · 0 – 6 = –6, logo o ponto é (0, –6). Como a = 3 é positivo, a reta é crescente.

Exercício 3

A reta que representa uma função do 1º grau passa pelos pontos (2, 0) e (0, –4). Determine a função f(x) = ax + b e classifique-a como crescente ou decrescente.

Gabarito: o ponto (0, –4) já revela o coeficiente b, pois é onde a reta corta o eixo y: b = –4. Já o ponto (2, 0) é a raiz da função, então substituímos na função: 0 = a · 2 + (–4), logo 2a = 4 e a = 2. A função é f(x) = 2x – 4 e, como a = 2 é positivo, a reta é crescente. (Conferência: f(2) = 2 · 2 – 4 = 0 ✓ e f(0) = 2 · 0 – 4 = –4 ✓)

Perguntas Frequentes sobre o Gráfico da Função do 1º Grau

Por que o gráfico de uma função do 1º grau é sempre uma reta?

Porque, na função f(x) = ax + b, a variável x aparece elevada apenas ao expoente 1, o que faz com que a taxa de variação entre x e y seja sempre constante — e, geometricamente, uma taxa de variação constante é exatamente o que define uma reta.

Quantos pontos são necessários para construir o gráfico de uma função do 1º grau?

Bastam dois pontos distintos, já que, pela geometria, uma reta é o menor caminho entre dois pontos: uma vez que você tem duas coordenadas do plano cartesiano, basta ligá-las e prolongar a reta para os dois lados.

Como saber se o gráfico de uma função do 1º grau é crescente ou decrescente?

Basta observar o sinal do coeficiente a. Se a for positivo (a > 0), a reta é crescente; se a for negativo (a < 0), a reta é decrescente.

Qual é a diferença entre o método da tabelinha e o método dos pontos de interseção?

Na tabelinha, você escolhe livremente dois valores para x e calcula os respectivos valores de y. Já no método dos pontos de interseção, você usa sempre os mesmos dois pontos — onde a reta corta o eixo x (a raiz) e onde ela corta o eixo y (o coeficiente b) —, o que elimina a necessidade de escolher valores arbitrários.

O que o coeficiente b representa no gráfico da função do 1º grau?

O coeficiente b é o termo independente da função e representa exatamente o ponto em que a reta corta o eixo y, ou seja, o par ordenado (0, b).

Gráfico da função do 1º grau é a mesma coisa que gráfico da função afim?

Sim! Função do 1º grau e função afim são dois nomes para a mesma função, do tipo f(x) = ax + b. Por isso, “gráfico da função do 1º grau” e “gráfico da função afim” se referem exatamente ao mesmo conteúdo.

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Bom, infelizmente o texto termina por aqui! Um abração e uma ótima semana de estudos a todos!

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