Você já se perguntou por que o chuveiro esquenta mais na posição “inverno” ou por que um fio fino aquece...
Você já se perguntou por que o chuveiro esquenta mais na posição “inverno” ou por que um fio fino aquece mais do que um fio grosso? A resposta passa por uma das leis mais importantes da eletrodinâmica: a Lei de Ohm.
Por isso, se você estuda para o Enem ou para os vestibulares, dominar esse assunto é essencial para acertar questões de circuitos, resistores, potência elétrica e até de conta de energia.
Neste artigo, você vai entender o que é a Lei de Ohm, aprender a usar a fórmula U = R · i, ler o gráfico de um resistor, conhecer a 2ª Lei de Ohm e resolver exercícios passo a passo.
Dessa forma, ao final da leitura, você saberá aplicar a teoria em situações reais de prova.
Resposta direta: A Lei de Ohm afirma que, em um resistor ôhmico mantido a temperatura constante, a tensão elétrica U (diferença de potencial) é diretamente proporcional à corrente elétrica i que o atravessa. Em fórmula: U = R · i, em que R é a resistência elétrica, medida em ohms (Ω).

Para quem é este conteúdo? Para estudantes do ensino médio e pré-vestibulandos que querem entender eletrodinâmica de forma clara, sem decorar fórmulas soltas. Que perguntas ele responde?
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A Lei de Ohm descreve a relação entre três grandezas de um circuito: a tensão, a corrente e a resistência.
Ela leva o nome do físico alemão Georg Simon Ohm, que apresentou seus resultados em 1827, a partir de experimentos com fios metálicos.
Ele verificou, portanto que, quanto maior a tensão aplicada, maior a corrente; por outro lado, quanto maior a resistência, menor a corrente.
Antes de usar qualquer fórmula, vale conhecer bem cada grandeza. Assim, você evita confusões na hora de interpretar o enunciado.
| Grandeza | Símbolo | Unidade (SI) | O que representa |
|---|---|---|---|
| Tensão elétrica (ddp ou “voltagem”) | U (ou V) | volt (V) | O “empurrão” que coloca as cargas em movimento |
| Corrente elétrica | i (ou I) | ampère (A) | A quantidade de carga que passa por segundo |
| Resistência elétrica | R | ohm (Ω) | A dificuldade que o material impõe à passagem da corrente |
Para visualizar, pense em um cano de água: a tensão é a pressão, a corrente é a vazão e a resistência é o estreitamento do cano.
Portanto, com a mesma pressão, um cano mais estreito deixa passar menos água.

A fórmula da Lei de Ohm é:
U = R · i
Ela vale para resistores ôhmicos, isto é, aqueles cuja resistência permanece constante.
Como a resistência é uma constante nesses casos, tensão e corrente crescem juntas, na mesma proporção.
Como as questões pedem ora a corrente, ora a resistência, ora a tensão, é importante saber isolar cada uma.
Para tal, siga o seguinte passo a passo:
Além disso, guarde duas relações de proporcionalidade que aparecem muito em provas.
Assim, se a resistência é constante e a tensão dobra, a corrente também dobra.
Por sua vez, se a tensão é constante e a resistência dobra, a corrente cai pela metade.

Um resistor é ôhmico quando sua resistência não muda ao variarmos a tensão.
Nesse caso, o gráfico de U em função de i é uma reta que passa pela origem, e a inclinação dessa reta é justamente o valor de R.
Já o resistor não ôhmico apresenta resistência variável e, por isso, seu gráfico é uma curva.
Em muitos condutores, a resistência aumenta com a temperatura.
Por conseguinte, a Lei de Ohm só é válida quando a temperatura se mantém constante.
Essa ressalva costuma aparecer em questões conceituais, portanto não a esqueça.

A 1ª lei relaciona U, i e R. A 2ª Lei de Ohm, por sua vez, explica de que fatores a própria resistência depende:
R = ρ · L / A.
Nessa expressão, ρ é a resistividade do material (em Ω·m), L é o comprimento do fio (em m) e A é a área da seção transversal (em m2).
Não confunda os dois conceitos. A resistividade (ρ) é uma característica do material, a uma dada temperatura.
Já a resistência (R), por outro lado, depende do material e também do formato do condutor, isto é, do comprimento e da área.
| Aspecto | 1ª Lei de Ohm | 2ª Lei de Ohm |
|---|---|---|
| Fórmula | U = R · i | R = ρ · L / A |
| Relaciona | Tensão, corrente e resistência | Resistência, comprimento, área e material |
| Pergunta típica | Qual é a corrente (ou a tensão)? | O que acontece com R se mudarmos o fio? |

A Lei de Ohm não é apenas teoria de sala de aula. Ela explica, por conseguinte, o funcionamento de vários itens que você usa todos os dias:
Esse é um dos exemplos preferidos das provas. A tensão da rede é fixa (127 V ou 220 V, dependendo da região).
Como a potência é dada por P = U²/R, uma resistência menor produz uma corrente maior e, consequentemente, uma potência maior.
Assim, na posição “inverno”, o chuveiro usa um trecho menor do fio resistivo, com menor resistência, e a água esquenta mais.

Na prova, a Lei de Ohm quase sempre vem combinada com a potência elétrica.
Por isso, vale conhecer as três formas de calcular a potência e saber quando usar cada uma:
| Fórmula | Unidade | Quando usar |
|---|---|---|
| P = U · i | watt (W) | Quando você conhece a tensão e a corrente |
| P = R · i2 | watt (W) | Quando você conhece a resistência e a corrente |
| P = U2 / R | watt (W) | Quando você conhece a tensão e a resistência |
A energia consumida, por sua vez, é E = P · Δt. Na conta de luz, ela aparece em quilowatt-hora (kWh), sendo 1 kWh igual a 3,6 · 106 J.

Para não se perder no enunciado, adote sempre a mesma rotina.
Dessa forma, você ganha segurança e velocidade:
Agora é hora de praticar. Os exercícios a seguir estão organizados do mais simples ao mais contextualizado.
Um chuveiro elétrico é ligado a uma rede de 220 V e sua resistência é de 11 Ω. Determine a corrente elétrica e a potência do aparelho.
Resolução: pela 1ª Lei de Ohm, i = U / R = 220 / 11, logo i = 20 A. Em seguida, P = U · i = 220 · 20, portanto P = 4.400 W.
O gráfico de U em função de i de um resistor ôhmico é uma reta que passa pela origem e pelo ponto (i = 2 A; U = 12 V). Determine a resistência e a tensão necessária para que a corrente seja de 5 A.

Resolução: como o resistor é ôhmico, R = U / i = 12 / 2, ou seja, R = 6 Ω. Para i = 5 A, U = R · i = 6 · 5, logo U = 30 V.
Um fio de cobre tem resistência R. Um segundo fio de cobre tem o dobro do comprimento e o dobro do diâmetro do primeiro. Qual é a resistência do segundo fio?
Resolução: o material é o mesmo, então ρ é igual. Se o diâmetro dobra, a área da seção transversal fica quatro vezes maior (A é proporcional ao quadrado do diâmetro). Assim, R’ = ρ · 2L / (4A) = (1/2) · ρ · L / A, portanto R’ = R / 2. Atenção: o erro mais comum é dobrar a área em vez de quadruplicá-la.
O chuveiro do Exercício 1 (4.400 W) é usado por 20 minutos por dia durante 30 dias. Qual é o consumo mensal em kWh? Considerando uma tarifa hipotética de R$ 0,80 por kWh, qual é o custo?
Resolução: 4.400 W = 4,4 kW e 20 min = 1/3 h. Assim, o consumo diário é 4,4 · (1/3) ≈ 1,47 kWh. Em 30 dias, E = 4,4 · (1/3) · 30 = 44 kWh. Logo, o custo é 44 · 0,80 = R$ 35,20 (valor ilustrativo, pois a tarifa varia conforme a distribuidora).
Ela diz que, em um resistor ôhmico a temperatura constante, a tensão aplicada é proporcional à corrente que o atravessa. Em outras palavras, a razão U / i é constante e igual à resistência R.
A fórmula é U = R · i, em que U é a tensão (V), R é a resistência (Ω) e i é a corrente (A). Dela decorrem i = U / R e R = U / i.
A 1ª lei (U = R · i) relaciona tensão, corrente e resistência. A 2ª lei (R = ρ · L / A) mostra como a resistência de um fio depende do material, do comprimento e da área da seção transversal.
Não. Apenas os resistores ôhmicos, cuja resistência é constante, obedecem a ela. Lâmpadas incandescentes, LEDs e diodos são exemplos de componentes não ôhmicos.
A eletrodinâmica costuma trazer situações do cotidiano, como eletrodomésticos e conta de energia, e a Lei de Ohm em geral aparece combinada com potência elétrica e consumo.
Para conferir a incidência exata por assunto, consulte a análise de incidência do Enem no blog do Professor Ferretto.
A resistividade (ρ) é uma propriedade do material. Já a resistência (R) depende da resistividade e também do comprimento e da área do condutor.
Dominar a Lei de Ohm é um passo importante dentro da eletrodinâmica, que por sua vez é apenas uma das frentes cobradas no Enem e nos vestibulares.
Além disso, como você viu, isolar U, R e i exige segurança com equações simples; por isso, reforçar a matemática básica também faz diferença na sua nota.
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