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Você sabe como definir, sem confundir, o domínio, o contradomínio e a imagem de uma função? Nesse texto você aprende a fazer isso de uma forma muito simples! Vem comigo aqui!
Olá pessoal! Como vão?
Quando falamos de funções, um assunto muito importante dentro da matemática do ensino médio, os termos domínio, contradomínio e imagem costumam aparecer com frequência. Por isso, conhecer os seus conceitos e não confundi-los é imprescindível para quem vai prestar vestibulares e também a prova do Enem — afinal, quanto mais acertos, melhor! No texto de hoje, vamos explicar direitinho como encontrar o domínio, o contradomínio e a imagem das funções que serão apresentadas, e tudo isso junto a exercícios que nos permitem aplicar a teoria de uma maneira simples e prática.
| Resposta rápida: domínio é o conjunto de partida de uma função — os valores de x que ela recebe; contradomínio é o conjunto de chegada — onde os resultados podem estar; e imagem é a parte do contradomínio formada apenas pelos valores que a função realmente produz. Por isso, a imagem é sempre um subconjunto do contradomínio. |
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Agora sim, vamos ao que interessa! No texto Noções de Função por Meio de Conjuntos, vimos que, dada a existência de uma função f de A em B, A é conhecido como conjunto de partida, B é conhecido como conjunto de chegada, e f é a própria função que relaciona os elementos desses dois conjuntos. A partir de agora, chamaremos o conjunto A, ou de partida, de domínio da função f, e o conjunto B, ou conjunto de chegada, de contradomínio da função f.

O domínio (D) de uma função f é, portanto, o conjunto de partida: todos os valores de x que podem ser aplicados nela. Assim, sempre que você vir a notação f: A → B, pode ter certeza de que A é o domínio de f.
Já o contradomínio (CD) é o conjunto de chegada da função — ou seja, o conjunto onde os resultados de f podem estar. Voltando à notação f: A → B, o contradomínio é o conjunto B. Dessa forma, é importante destacar que nem todo elemento do contradomínio precisa, de fato, ser “usado” pela função; ele só precisa estar disponível como destino possível.
Até aí tudo certo, não é mesmo? Mas se A é o domínio, e B é o contradomínio de f, onde está o conjunto imagem? Para entendermos como obtê-lo, vamos revisar mais alguns fatos importantes.
Vocês devem se lembrar que, para confirmar se f era mesmo uma função de A em B, aplicávamos todos os valores de x dos elementos do conjunto de partida na função f. Se os resultados dessas operações fossem elementos do conjunto de chegada — ou seja, se cada elemento de A tivesse apenas um único correspondente em B —, então sim, f poderia ser considerada uma função de A em B.

Um exemplo disso está na função representada em forma de diagrama na imagem acima. Todos os elementos do conjunto A, ou seja, x1, x2 e x3, possuem um único elemento correspondente no conjunto B, que são, respectivamente, y1, y3 e y4. y1 foi obtido quando aplicamos o elemento x1 na função f. O mesmo ocorreu com y3 e y4, obtidos a partir de x2 e x3, respectivamente.
É exatamente nesse ponto que precisamos prestar atenção: todos os elementos do contradomínio (ou conjunto B) que são obtidos quando aplicamos os elementos do domínio na função f formam o conjunto imagem de f. Veja se não é justamente isso que a definição de imagem nos diz:
A função f aplicada em x ∈ A resulta em um elemento y ∈ B. Esse elemento y é a imagem de x, quando aplicamos a função f.

A partir da figura acima, percebemos que o conjunto imagem de uma função nem sempre compreende todos os elementos do contradomínio desta função. O conjunto imagem é formado apenas pelos elementos do contradomínio que possuem correspondentes no domínio. É por isso que, nesse exemplo, o elemento y2 não faz parte da imagem de f: ele não possui nenhum elemento correspondente no domínio da função. Mas fique tranquilo! Para que uma função exista, todos os elementos de A devem necessariamente ter um único elemento correspondente em B — mas o contrário não é verdadeiro, ou seja, nem todos os elementos de B precisam ter correspondentes em A. Os elementos do contradomínio que não possuírem correspondentes no domínio de f simplesmente não farão parte da imagem da função.
Isso abre espaço para mais um detalhe importante: se apenas alguns elementos do contradomínio de uma função formam o conjunto imagem, significa que o conjunto imagem é subconjunto do contradomínio de f. Também podemos dizer que o conjunto imagem está contido no contradomínio.

Como esses três conceitos aparecem sempre juntos, é comum confundi-los à primeira vista. Por isso, a tabela abaixo resume, lado a lado, o que cada um representa, sua notação e onde ele aparece na representação gráfica de uma função:
| Conceito | O que é | Notação | Onde aparece no gráfico |
|---|---|---|---|
| Domínio (D) | Conjunto de partida: reúne todos os valores de x que são aplicados na função f | D = A | Eixo x (abscissas) |
| Contradomínio (CD) | Conjunto de chegada: reúne todos os valores onde os resultados de f podem estar | CD = B | Eixo y (ordenadas) — todos os valores possíveis |
| Imagem (Im) | Subconjunto do contradomínio formado apenas pelos valores de y que a função realmente produz | Im(f) ⊂ CD | Eixo y (ordenadas) — só os pontos realmente atingidos |
Repare que domínio e contradomínio são escolhas feitas logo na definição da função — por isso, fazem parte da “receita” de f: A → B. Já a imagem é uma consequência: ela depende da regra (fórmula) da função e, por conseguinte, só pode ser calculada depois de aplicarmos essa regra a cada elemento do domínio.
E aí, ficou claro? Vamos revisar rapidamente os conceitos que vimos até aqui:
Neste momento já estamos preparados para resolver alguns exercícios sobre o assunto. Então, vem comigo!
Seja o conjunto A = {1, 2, 3}, o conjunto B = {2, 3, 4, 5}, e a função f: A → B definida por f(x) = x + 1, encontre o domínio, o contradomínio e o conjunto imagem de f.
O fato de a função f ser definida como f: A → B nos mostra que A é o conjunto de partida e que B é o conjunto de chegada. Assim, já podemos definir o domínio e o contradomínio de f:
D = A → D = {1, 2, 3}
CD = B → CD = {2, 3, 4, 5}
Para obtermos o conjunto imagem, precisamos aplicar todos os elementos do domínio na função f, que, como diz o enunciado, é definida por f(x) = x + 1. Assim, fazemos a substituição do valor de x pelos elementos 1, 2 e 3. Acompanhe os cálculos:

f(1) = 1 + 1 = 2 f(2) = 2 + 1 = 3 f(3) = 3 + 1 = 4
Repare que a imagem do elemento 1 do domínio de f é o elemento 2 do contradomínio de f. Já os elementos 2 e 3 do domínio de f possuem como imagem, respectivamente, os elementos 3 e 4 do contradomínio de f. Isso nos mostra que o conjunto imagem de f é formado pelos elementos 2, 3 e 4.
Im(f) = {2, 3, 4}
Em forma de diagrama, podemos representar os conjuntos da seguinte maneira:

Analisando o diagrama acima, percebemos com mais clareza que o elemento 5, do contradomínio, não corresponde a elemento algum do domínio de f. Por isso, como já vimos, o elemento 5 não faz parte do conjunto imagem de f — embora f continue sendo uma função de A em B, porque todos os elementos de A possuem elementos correspondentes em B.
Como pudemos perceber no exemplo acima, geralmente as funções são definidas por fórmulas matemáticas. Muitas vezes, o domínio e o contradomínio de uma função não são conjuntos finitos, podendo ser conjuntos numéricos, como o conjunto dos números reais ou dos números naturais e inteiros. O próximo exemplo mostra um contexto assim; veja como resolvê-lo:
Dada uma função f: A → ℝ, tal que f(x) = 5x – 4, e A = {-2, 0, 3}, determine o conjunto imagem.
Como o enunciado informa que f é uma função que parte de A e vai até o conjunto dos números reais (f: A → ℝ), concluímos que o domínio de f é o conjunto A, e que o contradomínio de f é o conjunto dos números reais.
D = A → D = {-2, 0, 3}
CD = ℝ
Para encontrarmos o conjunto imagem pedido, basta substituirmos os elementos do conjunto A no lugar de x, na função f(x) = 5x – 4:

f(-2) = 5·(-2) – 4 = -14 f(0) = 5·0 – 4 = -4 f(3) = 5·3 – 4 = 11
Assim, podemos afirmar que -14 é a imagem de -2, da mesma forma que -4 e 11 são as imagens de 0 e 3, respectivamente. Como -14, -4 e 11 são números reais, eles formam o conjunto imagem de f e, portanto, também pertencem ao contradomínio de f — confirmando, mais uma vez, que o conjunto imagem de uma função é sempre subconjunto do contradomínio dessa mesma função.
Im(f) = {-14, -4, 11}

Determine f(7), f(2) e f(√30), de tal forma que f: ℝ → ℝ seja definida como:

f(x) = 2x + 3, se x ≤ 5 f(x) = x², se x > 5
Exercícios que envolvem sentenças são sempre interessantes! Primeiro, vamos entender o que o enunciado pede. Como se fala em f(7), f(2) e f(√30), devemos procurar pelas imagens dos elementos 7, 2 e √30, que pertencem ao domínio da função f, formado por todos os números reais.
Contudo, diferente do que vimos até então, nesse caso a função f é definida de duas maneiras diferentes, dependendo do valor que x irá assumir: como f(x) = 2x + 3, ou como f(x) = x². Portanto, nosso trabalho agora é analisar cada elemento cuja imagem buscamos e verificar se ele é maior, menor ou igual a 5. Em cada caso, usaremos a função apropriada.
7 > 5, então: f(7) = x² = 7² = 49
2 < 5, então: f(2) = 2x + 3 = 2·(2) + 3 = 7

A dúvida aqui é como saber se o número irracional √30 é maior ou menor que 5. Sempre que isso acontecer, lembre-se da raiz quadrada exata mais próxima. Por exemplo, o número mais próximo de 30 que possui raiz quadrada exata é o 25. Como a raiz quadrada de 25 é 5, e 30 é maior que 25, então a raiz quadrada de 30 também é maior que 5. Assim, já sabemos qual função deve ser utilizada:
√30 > 5, então: f(√30) = (√30)² = |30| = 30
Até aqui, representamos as funções por diagramas de flechas — uma forma prática de visualizar domínio, contradomínio e imagem quando os conjuntos são pequenos e finitos. Porém, também é possível, e muito útil principalmente quando os conjuntos são infinitos, como o dos números reais, representar esses mesmos conceitos no plano cartesiano.
Retomando o Exercício 1, em que f(x) = x + 1, com A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4, 5}, podemos marcar cada par (x, f(x)) como um ponto do gráfico:

Repare que:
Assim, no plano cartesiano dá para “ver” com clareza por que a imagem é sempre um subconjunto do contradomínio: ela é formada só pelos pontos que a função de fato desenha.
Agora que você já entendeu a teoria e acompanhou os exemplos resolvidos, que tal praticar? Resolva os exercícios abaixo e confira o gabarito comentado logo em seguida.
1) Seja A = {0, 1, 2, 4} e B = {1, 2, 3, 5, 9, 17}, e a função f: A → B definida por f(x) = x² + 1. Determine o domínio, o contradomínio e o conjunto imagem de f.
2) Dada a função f: A → ℝ, tal que f(x) = -2x + 1, e A = {-3, -1, 2, 5}, determine o conjunto imagem de f.
3) Determine f(-1), f(2) e f(4), de tal forma que f: ℝ → ℝ seja definida como f(x) = 3x – 1, se x < 2, e f(x) = x² – x, se x ≥ 2.
1) D = {0, 1, 2, 4}; CD = {1, 2, 3, 5, 9, 17}. Calculando: f(0) = 0² + 1 = 1; f(1) = 1² + 1 = 2; f(2) = 2² + 1 = 5; f(4) = 4² + 1 = 17. Logo, Im(f) = {1, 2, 5, 17}.
2) D = {-3, -1, 2, 5}. Calculando: f(-3) = -2·(-3) + 1 = 7; f(-1) = -2·(-1) + 1 = 3; f(2) = -2·2 + 1 = -3; f(5) = -2·5 + 1 = -9. Logo, Im(f) = {-9, -3, 3, 7}.
3) Como -1 < 2, usamos f(x) = 3x – 1: f(-1) = 3·(-1) – 1 = -4. Como 2 ≥ 2 e 4 ≥ 2, usamos f(x) = x² – x nos dois casos: f(2) = 2² – 2 = 2 e f(4) = 4² – 4 = 12.
É com essa dica que fechamos a teoria de hoje! Para fixar ainda mais o conteúdo, vale a pena assistir à videoaula sobre domínio, contradomínio e imagem, na qual são resolvidos mais alguns exercícios sobre o assunto — cada um com sua particularidade, o que ajuda bastante a desenvolver o raciocínio matemático.
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Qual é a diferença entre domínio, contradomínio e imagem?
Domínio é o conjunto de partida da função — os valores de x que podem ser aplicados nela. Contradomínio é o conjunto de chegada — onde os resultados podem estar. Imagem é a parte do contradomínio formada apenas pelos valores que a função realmente produz.
O domínio de uma função pode ser igual ao contradomínio?
Sim, é possível. Domínio e contradomínio são apenas os conjuntos de partida e de chegada escolhidos na definição da função — nada impede que sejam o mesmo conjunto, como em f: ℝ → ℝ. O que muda, de fato, é a imagem, que depende da regra da função.
A imagem de uma função pode ser igual ao contradomínio?
Sim. Isso acontece quando todo elemento do contradomínio possui pelo menos um correspondente no domínio — nesse caso, a função é chamada de sobrejetora, e Im(f) = CD.
Quando o domínio não é informado no enunciado, como descubro quais valores de x posso usar?
Quando o enunciado não informa o domínio, ele é considerado como o maior subconjunto dos números reais para o qual a expressão da função faz sentido. Esse processo é chamado de estudo do domínio, e evita, por exemplo, divisões por zero ou raízes quadradas de números negativos.
Um mesmo valor de y pode ser imagem de mais de um valor de x?
Sim. Dois elementos diferentes do domínio podem ter a mesma imagem — por exemplo, em f(x) = x², os valores -2 e 2 têm a mesma imagem, 4. O que não pode acontecer é o contrário: um mesmo x não pode ter duas imagens diferentes, pois isso descumpriria a definição de função.
Domínio é o mesmo que conjunto de partida?
Sim, são sinônimos: o conjunto de partida de uma função é sempre chamado de domínio. Já o conjunto de chegada é o contradomínio, que pode ou não coincidir totalmente com a imagem.
Espero que você tenha entendido, com clareza, como definir o domínio, o contradomínio e a imagem de qualquer função. O segredo é sempre lembrar que domínio e contradomínio fazem parte da definição da função, enquanto a imagem é uma consequência da regra aplicada — e, por isso, é sempre um subconjunto do contradomínio.
Para continuar estudando o cluster de funções, confira também:
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Um abração e até mais!