Resposta rápida: o Inep liberou o Cartão de Confirmação do Enem 2026 na terça-feira, 27 de outubro. Para ver o...
Encontrar uma solução que satisfaz duas inequações do 2º grau ao mesmo tempo, nada mais é do que resolver uma inequação simultânea do 2º grau. Acesse o texto e saiba tudo sobre esse assunto!
| Resposta direta
Uma inequação simultânea do 2º grau reúne duas condições de desigualdade que precisam ser verdadeiras ao mesmo tempo. Para resolvê-la: (1) separe em duas inequações; (2) resolva cada uma pelo estudo do sinal da função quadrática; (3) faça a intersecção (∩) das duas soluções. O resultado é o conjunto dos valores de x que aparecem nas duas soluções: pode ser um intervalo, dois intervalos separados, um único valor ou até o conjunto vazio. |
Olá, pessoal! Tudo bem?
Se duas inequações do 1º grau podem ser resolvidas ao mesmo tempo, por que não poderíamos fazer o mesmo com duas inequações do 2º grau? Pois é exatamente isso que vamos fazer hoje! Portanto, se você chegou até aqui procurando como resolver uma inequação simultânea do 2º grau (ou um sistema de inequações do 2º grau), fique tranquilo: com um roteiro de cinco passos e alguns exemplos bem detalhados, resolver duas inequações do segundo grau ao mesmo tempo é bem mais simples do que parece.
Para que a leitura flua bem, vale ter em mãos dois conhecimentos: como resolver inequações do 2º grau e como fazer o estudo do sinal de uma função quadrática. Além disso, como a solução final depende de uma intersecção, também ajuda conhecer as operações com intervalos. Não custa nada dar uma olhadinha nesses textos antes de continuar, e, depois de vê-los, eu garanto: vai ficar muito mais fácil resolver qualquer questão que envolva o assunto!
E, por falar em preparação, a plataforma do Professor Ferretto reúne videoaulas sobre toda a matemática do ensino médio, material de apoio de qualidade e, no plano diamante, a ajuda dos monitores. Tudo isso 100% online, para você chegar com segurança às provas do ENEM e dos vestibulares.
Uma inequação simultânea do 2º grau é aquela em que duas condições de desigualdade precisam ser satisfeitas ao mesmo tempo e, em pelo menos uma delas, a incógnita aparece elevada ao quadrado. Por conseguinte, a solução não é a de uma única inequação, e sim o conjunto dos valores reais de x que servem para as duas.
Ela costuma aparecer de três formas:
| Forma | Exemplo | Como ler |
|---|---|---|
| Dupla desigualdade (dois sinais numa só sentença) | −8 ≤ x2 − 2x − 8 ≤ 0 | A expressão fica entre −8 e 0, inclusive. |
| Sistema (inequações separadas por chaves) | x2 − 4 ≥ 0 e x2 − 1 ≤ 0 | As duas inequações valem ao mesmo tempo. |
| Sistema misto (2º grau com 1º grau) | x2 − 3x − 4 < 0 e 2x − 3 ≥ 1 | Uma inequação é do 2º grau e a outra é do 1º grau. |
Em geral, chama-se de “simultânea” a sentença com dois sinais de desigualdade e de “sistema” o conjunto de inequações separadas, mas o método de resolução é rigorosamente o mesmo. Dessa forma, o que muda é apenas o ponto de partida: resolvemos cada inequação separadamente e, depois, buscamos os valores que as duas soluções têm em comum. Em linguagem de conjuntos, isso é a intersecção (∩), assunto que aparece com detalhes em União e Intersecção de Conjuntos.
Quem leu o texto Inequações Simultâneas do 1º Grau vai perceber que o método é o mesmo. A grande diferença está em como resolvemos cada inequação: como, na maioria das vezes, não conseguimos isolar x numa expressão do 2º grau, precisamos transformar o lado esquerdo em uma função do 2º grau e estudar o seu sinal. Assim, o roteiro completo é este:
Se a inequação apresenta dois sinais de desigualdade numa só sentença, como −8 ≤ x2 − 2x − 8 ≤ 0, separe-a em duas inequações, formando um sistema. Cada “pedaço” da dupla desigualdade vira uma inequação independente. Se o problema já vier em forma de sistema, basta seguir direto para o passo 2.
Para transformar o lado esquerdo em uma função, o lado direito precisa ser exatamente zero. Portanto, passe para o lado esquerdo todos os termos que estiverem à direita, lembrando de trocar o sinal de cada um deles ao atravessar o sinal de desigualdade.
Chame o lado esquerdo de f(x) e, para cada inequação, siga esta sequência:
Agora volte ao sinal de desigualdade de cada inequação. Os sinais > e < pedem, respectivamente, os valores que tornam a função positiva e negativa, e deixam as raízes de fora (bolinha aberta). Já os sinais ≥ e ≤ também aceitam o valor zero e, por isso, incluem as raízes (bolinha fechada).
Desenhe as duas soluções em retas reais, uma abaixo da outra, e destaque apenas os valores que aparecem nas duas. Esse resultado é o conjunto solução da inequação simultânea. Vamos ver tudo isso funcionando? Então, vem comigo!
Resolva a inequação simultânea −8 ≤ x2 − 2x − 8 ≤ 0 em ℝ.
Como vimos no texto de inequações simultâneas do 1º grau, elas podem mesmo se apresentar do jeitinho que vemos acima: com dois sinais de desigualdade! Se isso acontecer, não se assustem: separem-nas em duas e, dessa maneira, um sistema será formado:

(1) x2 − 2x − 8 ≥ −8
(2) x2 − 2x − 8 ≤ 0
Antes de transformarmos a parte esquerda de cada desigualdade em uma função, é preciso atentar para um detalhe: o lado direito deve ter apenas o termo zero. A inequação (2) já está pronta. Já na inequação (1), o lado direito vale −8. Portanto, passamos o −8 para o outro lado, com o sinal trocado:
(1) x2 − 2x − 8 + 8 ≥ 0 → x2 − 2x ≥ 0
(2) x2 − 2x − 8 ≤ 0
Agora sim! Chamando de f(x) = x2 − 2x a função da inequação (1) e de g(x) = x2 − 2x − 8 a função da inequação (2), estamos prontos para estudar o sinal de cada uma delas.
| Etapa | Inequação (1): f(x) = x2 − 2x ≥ 0 | Inequação (2): g(x) = x2 − 2x − 8 ≤ 0 |
|---|---|---|
| Coeficientes | a = 1, b = −2, c = 0 | a = 1, b = −2, c = −8 |
| Discriminante | Δ = (−2)2 − 4·1·0 = 4 | Δ = (−2)2 − 4·1·(−8) = 36 |
| Situação | Δ > 0: duas raízes reais e distintas | Δ > 0: duas raízes reais e distintas |
| Raízes | x1 = 0 e x2 = 2 | x1 = 4 e x2 = −2 |
| Concavidade | Para cima (a = 1 > 0) | Para cima (a = 1 > 0) |
Se o discriminante de uma função quadrática é positivo, ou seja, maior que zero, significa que essa função possui duas raízes reais e distintas. Encontrar os valores numéricos dessas raízes é essencial, afinal, precisaremos deles para esboçar o gráfico de cada função logo mais. Vamos ver como cada uma foi obtida.
Pessoal, vocês repararam que a primeira função que formamos é incompleta? Uma função do 2º grau é incompleta quando um de seus coeficientes, que não seja o a, vale zero. Aqui, c = 0. Em casos como esse, podemos evitar a fórmula de Bhaskara e o método da soma e produto, porque conseguimos fatorar ou isolar a incógnita x. Talvez você esteja pensando:

“Mas, Ferretto, você acabou de dizer que era para usar a fórmula de Bhaskara ou o método da soma e produto! Como você encontrou as raízes sem nenhum desses métodos?” Excelente pergunta! Como c = 0, basta colocar x em evidência. Como um produto só é zero quando pelo menos um dos fatores é zero, temos:
x2 − 2x = 0 → x·(x − 2) = 0 → x = 0 ou x − 2 = 0 → x = 2
Se quiserem saber mais sobre o assunto, deem uma olhada no texto Equações do 2º Grau Incompletas.
Na segunda função, que é completa, não há como fugir da famosa fórmula de Bhaskara. Olhem só:
x = (−b ± √Δ) / 2a = (−(−2) ± √36) / (2·1) = (2 ± 6) / 2
x1 = (2 + 6) / 2 = 8 / 2 = 4 x2 = (2 − 6) / 2 = −4 / 2 = −2
Se preferirem, o método da soma e produto leva ao mesmo resultado: a soma das raízes é −b/a = 2 e o produto é c/a = −8, o que só é possível com −2 e 4.
Agora estamos quase prontos para esboçar o gráfico das duas funções. Já temos os valores das raízes, mas ainda precisamos definir a concavidade de cada parábola. Como o coeficiente a de ambas vale 1, que é um valor positivo, está definido: a concavidade das duas parábolas é voltada para cima. Assim, o sinal da função é positivo (+) fora das raízes e negativo (−) entre elas.

Conhecendo o esboço dos gráficos, é hora de voltarmos às inequações iniciais. O sinal de desigualdade de cada uma delas informa se procuramos os valores de x que tornam a função positiva, negativa ou igual a zero:
| Inequação | Sinal | O que queremos da função | As raízes entram? |
|---|---|---|---|
| (1) x2 − 2x ≥ 0 | ≥ | Positiva ou igual a zero | Sim (bolinha fechada) |
| (2) x2 − 2x − 8 ≤ 0 | ≤ | Negativa ou igual a zero | Sim (bolinha fechada) |
Inequação (1). A solução é formada pelos valores de x que tornam a função positiva ou igual a zero (sinal ≥). Assim, nos interessam os valores de x menores ou iguais a 0 e maiores ou iguais a 2, afinal, nessas regiões o gráfico se encontra acima do eixo x ou exatamente sobre ele, nas raízes. Em símbolos:

S1 = {x ∈ ℝ | x ≤ 0 ou x ≥ 2}
Inequação (2). Aqui temos um caso um pouquinho diferente. O sinal ≤ determina que apenas os valores que tornam a função negativa ou igual a zero satisfazem a inequação. Logo, nos interessam os valores de x situados entre −2 e 4, incluindo os próprios −2 e 4, porque somente nessa região o gráfico se encontra abaixo do eixo x ou sobre ele. Em símbolos:

S2 = {x ∈ ℝ | −2 ≤ x ≤ 4}
Ufa, estamos quase no fim! Agora que sabemos os valores de x que satisfazem cada inequação separadamente, precisamos definir quais deles satisfazem as duas ao mesmo tempo. Então, sem mais delongas, partiu intersecção!
![Três retas reais com a intersecção das soluções: (1) x ≤ 0 ou x ≥ 2, (2) −2 ≤ x ≤ 4 e intersecção [−2, 0] ∪ [2, 4]](https://blog.professorferretto.com.br/wp-content/uploads/2018/11/tres-retas-reais-com-a-interseccao-das-solucoes.png)
Desenhamos acima três retas reais, que representam, respectivamente, a solução da inequação (1), a solução da inequação (2) e, por fim, a solução da inequação simultânea como um todo, S = S1 ∩ S2. Reparem que os únicos valores de x que satisfazem as duas inequações são aqueles que começam em −2 e terminam em 0, e também os que começam em 2 e terminam em 4, incluindo os próprios −2, 0, 2 e 4, já que todos eles fazem parte das duas soluções (bolinha fechada). Portanto:
S = {x ∈ ℝ | −2 ≤ x ≤ 0 ou 2 ≤ x ≤ 4}
Nada como testar! Vamos substituir alguns valores em −8 ≤ x2 − 2x − 8 ≤ 0:
Logo, o resultado confere!
Neste exemplo, todos os sinais são estritos (< e >). Dessa forma, as raízes ficarão de fora da solução (bolinha aberta). Vamos resolver 0 < x2 − 5x + 4 < 4.
Passo 1 e 2. Separando a dupla desigualdade e deixando o lado direito igual a zero (na inequação (2), passamos o 4 para o outro lado):
(1) x2 − 5x + 4 > 0
(2) x2 − 5x + 4 < 4 → x2 − 5x < 0
Passos 3 e 4. Estudando o sinal de cada função:
| Etapa | Inequação (1): f(x) = x2 − 5x + 4 > 0 | Inequação (2): g(x) = x2 − 5x < 0 |
|---|---|---|
| Coeficientes | a = 1, b = −5, c = 4 | a = 1, b = −5, c = 0 |
| Discriminante | Δ = 25 − 16 = 9 | Δ = 25 − 0 = 25 |
| Raízes | x = (5 ± 3) / 2, logo x1 = 4 e x2 = 1 | x·(x − 5) = 0, logo x = 0 ou x = 5 |
| Concavidade | Para cima (a > 0) | Para cima (a > 0) |
| Solução | Positiva: fora das raízes. S1 = {x ∈ ℝ | x < 1 ou x > 4} | Negativa: entre as raízes. S2 = {x ∈ ℝ | 0 < x < 5} |
Passo 5. Fazendo a intersecção de S1 e S2 nas retas reais:

Os valores que estão nas duas soluções são os que ficam entre 0 e 1 e os que ficam entre 4 e 5, sem incluir nenhum dos extremos. Portanto:
S = {x ∈ ℝ | 0 < x < 1 ou 4 < x < 5}
Conferindo: para x = 0,5, temos 0,25 − 2,5 + 4 = 1,75, que está entre 0 e 4. ✓ Para x = 2, temos 4 − 10 + 4 = −2, que não é maior que 0, logo 2 fica de fora. ✓ Para x = 4,5, temos 20,25 − 22,5 + 4 = 1,75. ✓
Nem toda inequação simultânea tem solução, e isso não é erro! Vamos resolver o sistema abaixo, em que as duas inequações já vêm com o lado direito igual a zero:
(1) x2 − 4 ≥ 0
(2) x2 − 1 ≤ 0
| Etapa | Inequação (1): f(x) = x2 − 4 ≥ 0 | Inequação (2): g(x) = x2 − 1 ≤ 0 |
|---|---|---|
| Coeficientes | a = 1, b = 0, c = −4 | a = 1, b = 0, c = −1 |
| Discriminante | Δ = 0 − 4·1·(−4) = 16 | Δ = 0 − 4·1·(−1) = 4 |
| Raízes | x2 = 4, logo x = −2 ou x = 2 | x2 = 1, logo x = −1 ou x = 1 |
| Concavidade | Para cima (a > 0) | Para cima (a > 0) |
| Solução | Positiva ou nula: fora das raízes. S1 = {x ∈ ℝ | x ≤ −2 ou x ≥ 2} | Negativa ou nula: entre as raízes. S2 = {x ∈ ℝ | −1 ≤ x ≤ 1} |
Agora, a intersecção. Observem as retas reais: a solução da inequação (1) está totalmente fora do trecho de −1 a 1, que é justamente a solução da inequação (2).

Como as duas soluções não têm nenhum valor em comum, a intersecção é o conjunto vazio. Por conseguinte, nenhum número real satisfaz as duas inequações ao mesmo tempo:
S = ∅
Muitas questões misturam graus diferentes no mesmo sistema. O método não muda: resolvemos cada inequação com a ferramenta adequada e, no final, fazemos a intersecção. Vamos resolver:
(1) x2 − 3x − 4 < 0
(2) 2x − 3 ≥ 1
Inequação (1), do 2º grau. Sendo f(x) = x2 − 3x − 4, temos a = 1, b = −3 e c = −4. O discriminante é Δ = 9 + 16 = 25 e as raízes são x = (3 ± 5) / 2, ou seja, x1 = 4 e x2 = −1. Como a > 0, a parábola tem concavidade para cima, e o sinal < pede os valores entre as raízes, sem incluí-las:
S1 = {x ∈ ℝ | −1 < x < 4}
Inequação (2), do 1º grau. Aqui podemos isolar o x, como aprendemos em Inequação do 1º Grau: 2x ≥ 1 + 3, então 2x ≥ 4 e, dividindo por 2 (número positivo, portanto sem inverter o sinal), x ≥ 2:
S2 = {x ∈ ℝ | x ≥ 2}
Intersecção. Os valores que estão nas duas soluções começam em 2, com a bolinha fechada, e terminam em 4, com a bolinha aberta:

S = {x ∈ ℝ | 2 ≤ x < 4}
Conferindo: x = 2 dá 4 − 6 − 4 = −6 < 0 e 2·2 − 3 = 1 ≥ 1. ✓ Já x = 4 dá 16 − 12 − 4 = 0, que não é menor que 0, então fica de fora. ✓ E x = 1 satisfaz a inequação (1), mas não a (2), pois 2·1 − 3 = −1 é menor que 1. ✓
Depois de quatro exemplos, dá para perceber que a intersecção pode “sobrar” de formas bem diferentes. Por isso, vale conhecer os cenários mais comuns:
| O que acontece | Exemplo | Conjunto solução |
|---|---|---|
| Duas regiões separadas | Exemplos 1 e 2 | Dois intervalos: [−2, 0] ∪ [2, 4] |
| Uma única região | Exemplo 4 | Um intervalo: [2, 4[ |
| Nenhum valor em comum | Exemplo 3 | Conjunto vazio: ∅ |
| As soluções apenas se tocam numa extremidade fechada | Por exemplo, [2, 3] e [3, +∞[ | Um único valor: {3} |
| Uma das inequações vale para todo x | Por exemplo, x2 + 4 > 0 (sempre positiva) | A solução é a da outra inequação |
Antes de partirmos para a prática, fiquem atentos a estas armadilhas, que costumam custar pontos no Enem e nos vestibulares:
Sempre que um problema pede que uma grandeza fique “entre um valor mínimo e um valor máximo” e essa grandeza segue uma função do 2º grau, temos uma inequação simultânea disfarçada. Vamos a um problema no estilo do Enem:
| Problema
Um jogador chuta uma bola para cima e, t segundos depois, a altura da bola, em metros, é dada por h(t) = 10t − t2. Em quais intervalos de tempo a bola permanece entre 16 m e 21 m de altura (inclusive)? |
Resolução. A condição do problema é 16 ≤ 10t − t2 ≤ 21. Separando em duas inequações e deixando o lado direito igual a zero:
(1) 10t − t2 ≥ 16 → −t2 + 10t − 16 ≥ 0 → (multiplicando por −1 e invertendo o sinal) t2 − 10t + 16 ≤ 0
(2) 10t − t2 ≤ 21 → −t2 + 10t − 21 ≤ 0 → t2 − 10t + 21 ≥ 0
Na inequação (1), Δ = 100 − 64 = 36 e as raízes são t = (10 ± 6) / 2, ou seja, t = 2 e t = 8. Como a parábola tem concavidade para cima e queremos valores menores ou iguais a zero, a solução fica entre as raízes: 2 ≤ t ≤ 8.
Na inequação (2), Δ = 100 − 84 = 16 e as raízes são t = (10 ± 4) / 2, ou seja, t = 3 e t = 7. Agora queremos valores maiores ou iguais a zero, então a solução fica fora das raízes: t ≤ 3 ou t ≥ 7.
Fazendo a intersecção, sobram 2 ≤ t ≤ 3 e 7 ≤ t ≤ 8. Portanto, a bola está entre 16 m e 21 m subindo, de 2 s a 3 s, e descendo, de 7 s a 8 s. Ou seja, ela permanece nessa faixa por um total de 2 segundos (1 s na subida e 1 s na descida):

t ∈ [2, 3] ∪ [7, 8]
Chegou a hora de praticar sozinhos! Resolvam as inequações abaixo seguindo os cinco passos e, só depois, confiram o gabarito comentado.
Gabarito comentado: Separando: (1) x2 − 4x + 3 ≥ 0, com raízes 1 e 3, dá x ≤ 1 ou x ≥ 3. (2) x2 − 4x + 3 ≤ 3 equivale a x2 − 4x ≤ 0, com raízes 0 e 4, e dá 0 ≤ x ≤ 4. Intersecção:
S = {x ∈ ℝ | 0 ≤ x ≤ 1 ou 3 ≤ x ≤ 4}
Gabarito comentado: (1) As raízes de x2 − 2x − 3 são −1 e 3; positiva significa x < −1 ou x > 3. (2) As raízes de x2 − 16 são −4 e 4; negativa significa −4 < x < 4. Intersecção:
S = {x ∈ ℝ | −4 < x < −1 ou 3 < x < 4}
Gabarito comentado: (1) Aqui Δ = 0 − 16 < 0 e a > 0, então a função é sempre positiva: vale para todo real. (2) As raízes de x2 − 6x + 8 são 2 e 4; negativa ou nula significa 2 ≤ x ≤ 4. Como a primeira condição vale para todo x, a solução é a da segunda:
S = {x ∈ ℝ | 2 ≤ x ≤ 4}
Gabarito comentado: (1) Como vimos, 2 ≤ x ≤ 4. (2) x − 4 ≥ 0 dá x ≥ 4. As duas soluções só têm em comum o extremo fechado 4:
S = {4}
Gabarito comentado: (1) As raízes de x2 − x − 2 são −1 e 2; positiva ou nula significa x ≤ −1 ou x ≥ 2. (2) 3x < 6 dá x < 2. Intersecção:
S = {x ∈ ℝ | x ≤ −1}
Se vocês preferem revisar o conteúdo em vídeo, assistam à videoaula abaixo, que traz mais alguns exemplos resolvidos e aquelas dicas do Ferretto sobre as funções quadráticas e tudo que envolve o assunto. Além do canal do YouTube, vocês também encontram dicas rápidas no perfil do Professor Ferretto no Instagram.
É uma sentença em que duas condições de desigualdade precisam ser satisfeitas ao mesmo tempo e pelo menos uma delas envolve x2. Ela pode aparecer como dupla desigualdade (por exemplo, −8 ≤ x2 − 2x − 8 ≤ 0) ou como um sistema de inequações.
Em cinco passos: separe em duas inequações, deixe o lado direito de cada uma igual a zero, faça o estudo do sinal de cada função quadrática, leia a solução de cada inequação e, por fim, faça a intersecção das soluções.
Porque as duas condições precisam valer ao mesmo tempo. A união reuniria valores que satisfazem apenas uma das inequações, e esses valores não resolvem a sentença completa. Assim, só servem os valores presentes nas duas soluções.
Separe-a em duas inequações. Em −8 ≤ x2 − 2x − 8 ≤ 0, por exemplo, ficam x2 − 2x − 8 ≥ −8 e x2 − 2x − 8 ≤ 0. Resolva cada uma pelo estudo do sinal e intersecte as soluções.
Pode, sim. Quando as soluções das inequações não têm nenhum valor em comum, a intersecção é vazia e escrevemos S = ∅. Isso é uma resposta válida, como vimos no Exemplo 3.
Pode. Resolva a de 2º grau pelo estudo do sinal, a de 1º grau isolando o x (invertendo o sinal ao multiplicar ou dividir por número negativo) e faça a intersecção, como no Exemplo 4.
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Bons estudos em matemática e um abração a todos!
