Por que o sal conduz eletricidade quando dissolvido em água, enquanto o açúcar não apresenta o mesmo comportamento? A resposta...
Entenda como os átomos se unem e formam substâncias por meio das ligações químicas. Veja os tipos e como identificá-los em questões do ENEM.
Por que o sal conduz eletricidade quando dissolvido em água, enquanto o açúcar não apresenta o mesmo comportamento? A resposta está nas ligações químicas.
Elas determinam como os átomos se unem, seja pelo compartilhamento ou pela transferência de elétrons. É isso que forma substâncias com propriedades diferentes e explica o comportamento de cada material em solução.
Ao longo do conteúdo, você vai entender os tipos de ligações químicas: iônica, covalente e metálica. Além disso, vai aprender a reconhecer cada uma delas no dia a dia e também em questões do ENEM e dos vestibulares tradicionais.
Continue lendo e entenda como esses fenômenos explicam o comportamento das substâncias ao seu redor!
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Os átomos se ligam porque “não gostam” de ficar instáveis. Eles buscam uma situação mais estável, com menos energia.
Pensa assim: o átomo tem uma “camada externa” onde ficam os elétrons. Quando essa camada não está cheia, o átomo tende a reagir com outros para completar esse espaço. Ao fazer isso, ele fica mais estável.
Esse comportamento segue uma ideia conhecida como regra do octeto. Muitos átomos ficam mais estáveis quando têm 8 elétrons na última camada. Já o hidrogênio e o hélio seguem uma versão mais simples, chamada dueto, com 2 elétrons.

Eletronegatividade é a tendência que um átomo tem de atrair para si os elétrons compartilhados em uma ligação química.
Quando dois átomos se ligam, os elétrons compartilhados não ficam exatamente no meio — eles “pendulam” para o lado do átomo mais eletronegativo.
Linus Pauling criou uma escala numérica de 0,7 (Frâncio, o menos eletronegativo) a 4,0 (Flúor, o mais eletronegativo) para medir isso.
O que define o valor de cada elemento são dois fatores principais: a carga do núcleo (mais prótons = mais atração) e a distância dos elétrons de valência até esse núcleo (camadas de “blindagem” enfraquecem a atração).
A diferença de eletronegatividade entre dois átomos determina o tipo de ligação que se forma.
Os tipos de ligações químicas se dividem em iônica, covalente e metálica.
A ligação iônica ocorre quando um átomo perde elétrons e outro átomo os recebe. Esse movimento gera partículas com cargas opostas: cátions (positivos) e ânions (negativos). A união acontece pela atração entre essas cargas.
Exemplo: o sódio (Na) doa um elétron ao cloro (Cl). O sódio passa a ter carga positiva, enquanto o cloro passa a ter carga negativa. A interação entre eles dá origem ao composto NaCl.
Esse tipo de ligação também aparece em substâncias como KBr, CaCl₂ e MgF₂.
A ligação covalente surge quando átomos compartilham elétrons. Esse compartilhamento forma moléculas estáveis. Não há perda nem ganho completo de elétrons, apenas divisão dos pares eletrônicos entre os núcleos atômicos.
A molécula de água (H₂O) ilustra esse tipo de ligação. O oxigênio compartilha elétrons com dois átomos de hidrogênio. Cada ligação corresponde a um par eletrônico compartilhado.
A ligação covalente pode ser polar ou apolar.
Ligação covalente polar:
Ligação covalente apolar:
Exemplo: no gás oxigênio (O₂), dois átomos idênticos compartilham elétrons igualmente, resultando em ligação apolar.
Na ligação covalente dativa, um dos átomos fornece o par de elétrons que será compartilhado. O outro recebe esse par para alcançar estabilidade eletrônica.
O dióxido de enxofre (SO₂) mostra esse tipo de interação. O enxofre compartilha um par de elétrons com um dos oxigênios, formando uma ligação representada por seta.

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A ligação metálica acontece entre átomos de elementos metálicos. Esses elementos liberam elétrons da camada externa, que passam a circular livremente entre os núcleos.
Metais como ferro, cobre, ouro e alumínio seguem esse padrão. Em geral, formam substâncias que apresentam brilho característico e conduzem calor e eletricidade com facilidade.
O mercúrio foge da regra e aparece como metal líquido em temperatura ambiente.
Para descobrir o tipo de ligação química, basta analisar quais elementos formam a substância. A classificação começa pela posição dos elementos na tabela periódica. Em seguida, observe a diferença de eletronegatividade entre eles.
Os metais ficam, em sua maioria, no lado esquerdo e no centro da tabela periódica. Entre eles estão sódio (Na), cálcio (Ca), alumínio (Al), ferro (Fe) e cobre (Cu).
Já os ametais aparecem no lado direito da tabela e incluem oxigênio (O), nitrogênio (N), cloro (Cl), enxofre (S) e carbono (C). O hidrogênio (H) merece atenção porque, apesar de ficar no lado esquerdo da tabela, comporta-se como ametal na maior parte das ligações.
A regra geral funciona assim:
Quanto maior a diferença de eletronegatividade, maior a tendência de ocorrer uma ligação iônica. Quando a diferença é pequena, os átomos tendem a compartilhar elétrons, formando uma ligação covalente.

Se você vai fazer o ENEM ou outros vestibulares, vale a pena dedicar um tempo às ligações químicas.
Segundo o ENEM’s Anatomy, compilado do Professor Ferretto com os assuntos que mais caem na prova, Atomística representa 12,7% dos macroassuntos de Química cobrados no exame.
Dentro desse conteúdo, Forças Moleculares aparecem em 53,7% das questões, enquanto Ligações Químicas correspondem a 23,9%.
As questões misturam teoria com situações cotidianas. Em vez de perguntar apenas qual é o tipo de ligação, a prova relaciona o assunto à água, aos metais, aos plásticos, aos sais e a muitos outros materiais.
Por isso, entender por que cada substância se comporta de determinada forma ajuda muito mais do que decorar conceitos.
As perguntas pedem que você relacione o tipo de ligação às características do produto.
Saiba explicar, por exemplo:
Esse assunto costuma aparecer em perguntas sobre solubilidade, ponto de ebulição e separação de misturas.
Você precisa identificar se uma molécula é polar ou apolar e conhecer as principais forças intermoleculares: ligação de hidrogênio, dipolo-dipolo e dipolo induzido.
Também é importante entender a regra de que substâncias com polaridades parecidas tendem a se misturar com mais facilidade.
As bancas gostam de perguntar por que os átomos fazem ligações. A resposta está na busca por maior estabilidade eletrônica.
Além da regra do octeto, revise as exceções mais conhecidas, como o boro e o berílio.
Geralmente, a geometria molecular aparece junto à polaridade. Muitas questões apresentam a estrutura de uma molécula e perguntam se ela é polar ou apolar.
Saiba reconhecer as geometrias linear, angular, trigonal plana, piramidal e tetraédrica.
Depois, relacione o formato da molécula com a distribuição das cargas e as forças intermoleculares que ela forma.
Gostou do conteúdo? Aproveite e confira as dicas do Professor Michel para a reta final do ENEM:
As ligações químicas explicam como os átomos se unem para formar substâncias diferentes. Essa união acontece pela transferência ou pelo compartilhamento de elétrons.
Desse processo surgem as ligações iônicas, covalentes e metálicas. Algumas conduzem eletricidade. Outras têm pontos de fusão altos ou baixos. Também existe relação com a solubilidade. Tudo isso depende de como os elétrons estão distribuídos na ligação.
No estudo para vestibulares, o Professor Ferretto organiza esses temas de forma prática e direcionada. Nossos materiais ajudam a reconhecer padrões e aplicar os conceitos em exercícios.
Com treino, a identificação dos tipos de ligação fica mais automática. Isso facilita a leitura das questões e melhora o desempenho na resolução.
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Tire suas dúvidas sobre o tema!
São as interações que mantêm os átomos unidos por meio da transferência ou do compartilhamento de elétrons. Os tipos principais são iônica, covalente e metálica.
Observe os elementos na tabela periódica: metal + ametal tende a ser iônica, ametal + ametal = covalente e metal + metal = metálica. A diferença de eletronegatividade também auxilia na classificação.
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