O Inep divulgou, em setembro de 2026, a Cartilha do Participante: A Redação do Enem 2026, documento oficial que explica...
O Inep divulgou, em setembro de 2026, a Cartilha do Participante: A Redação do Enem 2026, documento oficial que explica exatamente como a prova de redação é corrigida.
Se você vai prestar o Enem em novembro, precisa saber que é essa cartilha que reúne a matriz de referência com as cinco competências avaliadas, os critérios que zeram um texto e uma amostra comentada de redações nota alta de 2025.
Dessa forma, ela funciona como o manual oficial de instruções da prova mais temida do exame. Ignorá-la, portanto, é abrir mão de pontos que, muitas vezes, decidem uma aprovação.
Para auxiliá-lo, a seguir, você confere um resumo prático de tudo o que a cartilha traz, respondendo às dúvidas mais comuns de quem pesquisa “cartilha do Enem 2026”, “quantas linhas tem a redação do Enem” ou “o que zera a redação do Enem”.

A Cartilha do Participante é publicada todos os anos pela Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb), do Inep, vinculado ao Ministério da Educação.
A edição 2026 tem 82 páginas e está organizada em três blocos, quais sejam:
Por ser o documento oficial usado para orientar os próprios avaliadores, a cartilha é a fonte mais confiável para entender o que realmente conta na correção. Assim, a relevância dela é até maior do que dicas soltas de redes sociais ou resumos de terceiros.
Qualquer plano de estudos sério para a redação do Enem 2026, portanto, deveria começar por ela.
O documento foi publicado no portal oficial do Inep (gov.br/inep) e é gratuito. Para acessá-lo, o caminho é: portal do Inep → Centrais de Conteúdo → Acervo Editorial → Publicações Institucionais → Avaliações e Exames da Educação Básica → “A Redação do Enem – Cartilha do Participante”.
Para sua maior facilidade, basta clicar no link a seguir para ter acesso à cartilha: <cartilha_enem_2026.pdf>

Aqui cabe um alerta rápido: o Inep também publica, todo ano, uma Cartilha de Redação específica para o Encceja (o exame de certificação de jovens e adultos), com prova e critérios próprios.
Assim, se você vai prestar o Enem regular em novembro, a cartilha que interessa é a “Redação do Enem 2026”, não a do Encceja. Os documentos têm estrutura parecida, mas datas, provas e público são diferentes.
Em linhas gerais, a cartilha 2026 traz:
Entender o fluxo de correção ajuda a entender por que a nota da redação costuma ser tão criteriosa:
Assim, o sistema foi desenhado para reduzir a subjetividade, mas isso também significa que desvios claros em relação à matriz (fuga do tema, ausência de proposta de intervenção, problemas graves de coesão) tendem a ser identificados por qualquer um dos avaliadores.
Por conseguinte, se você ainda está decidindo onde estudar, vale conferir como escolher um curso online de Enem com boa correção de redação antes de assinar qualquer plano.
Toda a correção gira em torno de cinco competências, cada uma valendo até 200 pontos. Veja o resumo oficial:
| Competência | O que avalia | Nota máxima (200 pts) |
|---|---|---|
| I | Domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa (ortografia, gramática, registro) | Poucos ou nenhum desvio gramatical, de registro ou de convenções da escrita |
| II | Compreensão do tema e aplicação de conhecimentos de várias áreas dentro do texto dissertativo-argumentativo | Repertório sociocultural produtivo, articulado ao tema, e domínio pleno do texto dissertativo-argumentativo |
| III | Seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista | Informações consistentes e organizadas, com indícios claros de autoria |
| IV | Conhecimento dos mecanismos linguísticos de coesão (conectivos, articuladores, retomadas) | Articulação nítida entre as partes do texto, com repertório diversificado de recursos coesivos |
| V | Elaboração de proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos | Proposta detalhada, com agente, ação, meio de execução e efeito, totalmente articulada à discussão |
Fonte: Inep, Cartilha do Participante – A Redação do Enem 2026 (reprodução autorizada pelo próprio documento, mediante citação da fonte).

Obtenha mais informações sobre as 5 competências exigidas na redação do Enem em nosso artigo exclusivo Redação no Enem: guia das 5 competências para nota 1000.
Um dos pontos que mais repercutiu na imprensa desde o lançamento da cartilha 2026 é o alerta explícito contra o chamado “repertório de bolso”. Pelo segundo ano consecutivo, o Inep dedica um destaque específico ao tema dentro da Competência II.
Segundo a própria cartilha, repertório de bolso é a expressão usada para referências prontas, memorizadas e frequentemente utilizadas pelos participantes de forma genérica e pouco aprofundada, sem uma conexão genuína com o tema proposto.
É, portanto, como se fosse um repertório “guardado no bolso” para ser usado com qualquer tema, mesmo que não seja totalmente adequado ou pertinente.
Isso não significa que citar filósofos, historiadores, filmes, séries ou obras literárias seja proibido. O problema, contudo, é usar essas referências de forma decorada, automática ou forçada. Por conseguinte, sem mostrar, na prática, por que aquele repertório específico ajuda a entender o tema da redação.
Para deixar o alerta concreto, a cartilha 2026 usa dois trechos construídos a partir do tema do Enem 2025 (“Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”).
Assim, ela mostra como o repertório de bolso aparece na prática:
Fonte: Inep, Cartilha do Participante – A Redação do Enem 2026 (reprodução autorizada pelo próprio documento, mediante citação da fonte).
A própria cartilha resume a solução em três recomendações diretas:
Na prática, isso exige um tipo de correção que aponte exatamente onde o repertório ficou genérico.
Afinal, o problema não é qual referência você usa, mas como você a conecta ao tema específico do dia da prova.
Veja mais informações a respeito no nosso Carrossel no Instagram.

A cartilha confirma que uma redação com até 7 linhas manuscritas é considerada “texto insuficiente” e receberá nota zero.
Dessa forma, o mínimo para não zerar por extensão é de 8 linhas.
Historicamente, o limite máximo do espaço oficial da Folha de Redação é de 30 linhas, incluindo o título, caso você opte por escrever um.
Segundo a cartilha, a redação receberá nota 0 (zero) se apresentar qualquer uma destas características:
Vale aqui apontar um detalhe pouco conhecido: trechos copiados literalmente da prova de redação ou do caderno de questões não contam para a contagem mínima de linhas. Portanto, só o que você escreveu com as próprias palavras é considerado.
A cartilha 2026 mantém critérios de avaliação diferenciados, alinhados à Lei nº 13.146/2015, para participantes surdos ou com deficiência auditiva, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e com dislexia, desde que a solicitação de atendimento especializado tenha sido aprovada.
Para esses públicos, o Inep também publica cartilhas próprias, com as especificidades de cada avaliação.
A Competência V costuma ser a que mais gera dúvida. Ao mesmo tempo, é também uma das que mais derrubam nota por erro de estrutura, não de conteúdo.
A cartilha é direta, uma vez que propor é diferente de constatar.
Assim, dizer que “faltam políticas públicas para X” é apenas uma constatação.
Consequentemente, para virar proposta de intervenção, o texto precisa responder a seis perguntas:
Além disso, a proposta precisa respeitar os direitos humanos.
Logo, defender tortura, execução sumária, “justiça com as próprias mãos” ou qualquer forma de discurso de ódio zera automaticamente a Competência V, mesmo que o restante do texto esteja bem escrito.
A cartilha traz redações reais de estudantes das cinco regiões do país que tiveram bom desempenho no Enem 2025, cujo tema foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
Os textos comentados mostram, na prática, repertório sociocultural bem articulado. Incluindo citações de filósofos, referências a filmes e livros conectadas ao argumento, nunca soltas, além de propostas de intervenção completas, com agente, ação e efeito claramente indicados.
Ler essas redações comentadas, competência por competência, costuma ensinar mais do que qualquer lista de dicas genéricas, porque mostra o padrão de exigência na prática.
As provas do Enem 2026 acontecem nos domingos dos dias 8 e 15 de novembro.
A redação é produzida no primeiro dia, junto com as provas de Linguagens e Ciências Humanas, em uma prova com duração total de 5h30.
Por isso, treinar a escrita sob controle de tempo, e não só o conteúdo, faz parte da preparação.

Na reta final, algumas ações rendem mais pontos do que ler mais teoria. Assim, vale complementar com um cronograma de estudos ENEM bem definido:
Para quem mira Medicina, a redação pesa proporcionalmente mais do que para a maioria dos outros cursos. Isso decorre do fato de Medicina tradicionalmente ter as notas de corte mais disputadas do país.
Dessa forma, uma diferença de poucos pontos na redação pode ser o que separa a aprovação da lista de espera.
Por isso, ao pesquisar por um bom cursinho para Medicina ou por um bom curso preparatório para Medicina, vale comparar como cada plataforma trata especificamente a redação, uma vez que que essa única prova concentra até 1.000 dos pontos usados no Sisu, Prouni e Fies.
A cartilha, sozinha, explica os critérios oficiais, mas não substitui a prática orientada nem a correção individualizada, que é onde a maioria dos candidatos perde pontos sem perceber.
É nesse ponto que entra a pergunta que muitos estudantes fazem: Ferretto é bom para Medicina?
A resposta direta é sim: Ferretto é bom para Medicina!
Isso se deve ao fato de o Ferretto unir, em uma mesma trilha de estudos com foco em Redação e Matemática, o conteúdo de Matemática — disciplina que mais reprova candidatos a cursos de exatas e biológicas — com um trabalho consistente de Redação, as duas frentes em que pequenos ganhos de pontuação costumam ter o maior impacto na nota final.
Quem já comparou outras plataformas voltadas para Medicina normalmente chega à mesma conclusão: Ferretto é bom para Medicina para quem precisa reforçar exatamente essas duas bases, quais sejam: Matemática e Redação.
O reforço nessas disciplinas se dá dentro de um cronograma de estudos organizado, sem depender de dezenas de materiais avulsos.

Se você ainda está decidindo onde estudar, o Professor Ferretto disponibiliza os cursos gratuitos com foco no Enem (veja também o guia completo de cursos gratuitos para o Enem).
Com os cursos gratuitos, você pode testar o método do Professor Ferretto antes de assinar.
Você também pode contar com o Enem’s Anatomy. Um verdadeiro Raio-X do Enem elaborado por especialistas da área sobre os temas mais cobrados na prova.
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A cartilha do Enem 2026 já foi divulgada?
Sim. O Inep divulgou a Cartilha do Participante – A Redação do Enem 2026 em setembro de 2026, conforme noticiado pela imprensa especializada em educação.
A cartilha do Enem 2026 revela o tema da redação?
Não. A cartilha explica os critérios de correção e traz uma leitura guiada usando o tema de 2025 como exemplo, mas o tema de 2026 só é divulgado no dia da prova, dentro do caderno de questões.
O que é “repertório de bolso” na redação do Enem?
É o termo usado pelo Inep para referências prontas, memorizadas e usadas de forma genérica, sem conexão real com o tema. A cartilha 2026 alerta contra essa prática pelo segundo ano consecutivo, porque ela reduz a nota da Competência II mesmo quando a citação em si está correta.
Quantas linhas a redação do Enem 2026 pode ter?
O mínimo para não ser considerada “texto insuficiente” (nota zero) é 8 linhas; o espaço oficial da Folha de Redação comporta até 30 linhas, incluindo o título.
O que mais zera a redação do Enem, além de poucas linhas?
Fugir do tema, não escrever no formato dissertativo-argumentativo, deixar a folha em branco, se identificar fora do local correto, escrever em língua estrangeira ou de forma ilegível, e incluir trechos deliberadamente desconectados do tema.
Quem corrige a redação do Enem 2026?
No mínimo dois avaliadores formados em Letras ou Linguística, de forma independente. Em caso de divergência relevante, entra um terceiro avaliador e, se necessário, uma banca de três.
Ferretto é bom para Medicina?
Sim. Ferretto é bom para Medicina para quem busca uma preparação combinada de Matemática e Redação, com cronograma estruturado e conteúdo gratuito de teste antes da assinatura — as duas frentes, portanto, em que a maioria dos candidatos a Medicina ainda perde pontos evitáveis.
A Cartilha Enem 2026 é, hoje, o material mais confiável para entender como a redação é corrigida.
Cabe alertar, no entanto, que funciona melhor como guia de critérios do que como curso completo de escrita.
Portanto, o caminho mais eficiente é ler o documento oficial, treinar redações completas com correção comentada e revisar os pontos que mais geram dúvida (proposta de intervenção e critérios de nota zero) na reta final antes de novembro.
Para quem também está de olho em Medicina, vale reforçar Matemática e Redação lado a lado, e testar gratuitamente por que tantos candidatos concluem que Ferretto é bom para Medicina antes de escolher onde estudar.
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