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As 4 operações com conjuntos são conhecidas como união, intersecção, diferença e complementar. Aprenda a realizar todas elas com exemplos aqui. Vem comigo!
As operações com conjuntos são quatro: união, intersecção, diferença e complementar. Com elas, é possível reunir, comparar, separar e completar conjuntos e, dessa forma, resolver desde exercícios de teoria até problemas de contagem do Enem e dos vestibulares.
Resposta rápida
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Olá, pessoal! Tudo tranquilo por aí?
Assim como a aritmética tem as suas quatro operações fundamentais, a teoria dos conjuntos também tem as dela. Elas aparecem em exercícios de teoria e, principalmente, em problemas de contagem do Enem e dos vestibulares, como aqueles que perguntam quantos alunos praticam um esporte, mas não o outro. Por isso, dominar as operações com conjuntos é um passo importante para quem quer garantir uma vaga no ensino superior.
Neste texto, você encontra o panorama completo: a definição de cada operação, uma tabela-resumo, as propriedades, um passo a passo para resolver questões e exercícios com gabarito comentado. Além disso, ao final de cada operação, deixamos o link do texto aprofundado. Assim, você estuda cada assunto com mais calma, quando quiser. Vem comigo!
Uma observação rápida sobre a escrita: aqui no blog usamos a grafia “intersecção”, mas você também vai encontrar “interseção” em livros e sites. As duas formas são usadas no português do Brasil e significam exatamente a mesma coisa.
Um conjunto é uma coleção de elementos, e o que importa é apenas quem pertence a ele: a ordem não conta e nenhum elemento se repete. Para enxergar as operações, usamos o diagrama de Venn, em que cada conjunto é uma figura fechada e os elementos ficam dentro dela.
Dois conjuntos podem se relacionar de três maneiras: ter alguns elementos em comum, não ter nenhum (são os conjuntos disjuntos) ou um estar inteiro dentro do outro (um é subconjunto do outro). Se algum desses termos ainda soa estranho, vale uma passada pelos textos Introdução aos Conjuntos e Subconjuntos e Conjunto das Partes antes de seguir.
Antes de estudar cada operação em detalhe, observe a visão geral. Nos exemplos da tabela, usamos o universo U = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10} e os conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e B = {5, 6, 7, 8}.
| Operação | Definição | Ideia | Exemplo |
|---|---|---|---|
| União A ∪ B | Elementos que pertencem a A ou a B (ou a ambos) | “ou” | A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8} |
| Intersecção A ∩ B | Elementos que pertencem a A e a B ao mesmo tempo | “e” | A ∩ B = {5, 6} |
| Diferença A − B | Elementos de A que não pertencem a B | “mas não” | A − B = {1, 2, 3, 4}
B − A = {7, 8} |
| Complementar Ac | Elementos do universo U que não pertencem a A (ou A − B, quando B ⊂ A) | “o que falta” | Ac = {7, 8, 9, 10} |

Dados dois conjuntos A e B, chama-se união de A e B o conjunto formado pelos elementos que pertencem a A ou a B.

Em símbolos, escrevemos A ∪ B = {x | x ∈ A ou x ∈ B}. Na matemática, o “ou” é inclusivo: o elemento que está nos dois conjuntos também entra na união, mas aparece uma única vez. Logo, a união sempre reúne todos os elementos dos conjuntos envolvidos. Para não confundir os símbolos, lembre-se de que ∪ parece a letra U de União.
Dados os conjuntos A = {a, b}, B = {c, d, e} e C = {b, c, d}, vamos determinar:
Reparem que, em A ∪ C, o elemento b pertence aos dois conjuntos, mas aparece apenas uma vez no resultado.
Quando os conjuntos são desenhados em forma de diagrama, fica ainda mais fácil determinar a união entre eles. Basta destacar toda a região ocupada pelos dois diagramas:



Quer ver as propriedades da união e resolver mais exercícios? Acesse o texto União e Intersecção de Conjuntos. E, para aprender a contar os elementos da união, confira Número de Elementos da União.
Dados dois conjuntos A e B, chama-se intersecção de A e B o conjunto formado pelos elementos que pertencem a A e a B.

Em símbolos, A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}. Aqui, o “e” exige que o elemento esteja nos dois conjuntos ao mesmo tempo. Portanto, a intersecção reúne apenas os elementos comuns. Quando A e B não têm nenhum elemento em comum, dizemos que são conjuntos disjuntos, e a intersecção entre eles é o conjunto vazio (∅).
Com os mesmos conjuntos A = {a, b}, B = {c, d, e} e C = {b, c, d}, temos:
No primeiro caso, A e B são disjuntos. Por conseguinte, não existe elemento algum para destacar.
Agora, destacamos somente a região comum aos dois diagramas. Quando os conjuntos são disjuntos, não há região comum e, por isso, nada é destacado.



Entendeu a ideia? Para se aprofundar, o texto União e Intersecção de Conjuntos reúne as propriedades das duas operações e vários exemplos resolvidos.
Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre A e B o conjunto formado pelos elementos de A que não pertencem a B.
Em símbolos, A − B = {x | x ∈ A e x ∉ B}. Na prática, retiramos de A todos os elementos que também pertencem a B. Já na diferença B − A, o caminho se inverte: retiramos de B os elementos que também estão em A. Dessa forma, a ordem importa, e A − B costuma ser diferente de B − A.

Com A = {a, b}, B = {c, d, e} e C = {b, c, d}, obtemos:
Perceberam que, quando os conjuntos são disjuntos, não há o que retirar? Logo, A − B = A e B − A = B. E, no sentido contrário, se A ⊂ B, então A − B = ∅, pois todos os elementos de A são retirados.
No diagrama, destacamos apenas a parte do primeiro conjunto que não pertence ao segundo. Se a operação é A − B, destacamos os elementos exclusivos de A; se é B − A, os exclusivos de B.



A diferença pode parecer confusa no início, mas ganha clareza com a prática. No texto Diferença entre dois Conjuntos, resolvemos uma série de exercícios sobre essa operação.
O complementar tem esse nome porque indica o que falta para completar um conjunto. Nos livros e nas provas, você vai encontrá-lo de duas formas, mas as duas expressam a mesma ideia.
Dados dois conjuntos A e B, tais que B ⊂ A, chama-se complementar de B em relação a A o conjunto A − B.
Reparem na condição: o complementar de B em relação a A só existe quando B está contido em A, ou seja, quando B é subconjunto de A. Fora dessa situação, podemos calcular a diferença entre os conjuntos, mas não o complementar.

Atenção: neste exemplo, o conjunto B é diferente do utilizado nas seções anteriores. Dados A = {a, b}, B = {a, b, c, d, e} e C = {b, c, d}, note que A ⊂ B e C ⊂ B. Assim:
Alt-text das duas imagens de símbolo acima (já publicadas: complementar-de-A-em-relacao-a-B.png e complementar-de-C-em-relacao-a-B.png): “Símbolo do complementar de A em relação a B: letra C com B embaixo e A em cima” e “Símbolo do complementar de C em relação a B: letra C com B embaixo e C em cima”.
Nos diagramas, destacamos a região de B que fica fora do subconjunto:

Em muitos problemas, o conjunto maior é o universo U, isto é, o conjunto de todos os elementos considerados na situação. Nesse caso, o complementar de A é o conjunto de todos os elementos de U que não pertencem a A: Ac = U − A. Também é comum vê-lo escrito com uma barra sobre a letra. Na prática, é o caso anterior, apenas com U no papel de conjunto maior.
Por exemplo, com U = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10} e A = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, o complementar é Ac = {7, 8, 9, 10}.

Atenção: o complementar depende do universo escolhido. Se trocarmos U por {1, 2, …, 12}, o mesmo conjunto A passa a ter Ac = {7, 8, 9, 10, 11, 12}. Por isso, antes de calcular, sempre confirme qual é o universo do problema.
O texto Complementar de um Conjunto traz um macete para memorizar a notação, as propriedades e as Leis de De Morgan.
Nas questões de prova, os símbolos quase nunca aparecem: o enunciado traz palavras. Por isso, a tabela a seguir ajuda a traduzir cada expressão para a operação correta. Nos exemplos, F é o conjunto dos alunos que praticam futebol e V, o dos que praticam vôlei.
| Palavras no enunciado | Operação | Exemplo de pergunta |
|---|---|---|
| “ou”, “pelo menos um”, “reunindo” | União F ∪ V | Quantos alunos praticam pelo menos um dos dois esportes? |
| “e”, “ambos”, “ao mesmo tempo”, “em comum” | Intersecção F ∩ V | Quantos alunos praticam os dois esportes? |
| “apenas”, “somente”, “mas não” | Diferença F − V | Quantos alunos praticam apenas futebol? |
| “nenhum”, “não”, “o restante” | Complementar (F ∪ V)c | Quantos alunos não praticam nenhum dos dois esportes? |
Observe, portanto, que “nenhum dos dois” corresponde ao complementar da união.
As propriedades ajudam a simplificar expressões e a conferir resultados. Todas valem para quaisquer conjuntos A, B e C de um mesmo universo U.
| Propriedade | União | Intersecção |
|---|---|---|
| Idempotente | A ∪ A = A | A ∩ A = A |
| Comutativa | A ∪ B = B ∪ A | A ∩ B = B ∩ A |
| Associativa | (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) | (A ∩ B) ∩ C = A ∩ (B ∩ C) |
| Elemento neutro | A ∪ ∅ = A | A ∩ U = A |
| Distributiva | A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) | A ∩ (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) |
| Se A ⊂ B | A ∪ B = B | A ∩ B = A |
A propriedade distributiva costuma gerar mais dúvidas. Ela permite “abrir” parênteses, como fazemos na multiplicação sobre a soma, só que aqui as duas operações se distribuem uma sobre a outra. Para ver cada propriedade explicada com calma, acesse União e Intersecção de Conjuntos.
| Propriedade | Fórmula | Em palavras |
|---|---|---|
| União com o complementar | A ∪ Ac = U | Um conjunto e o seu complementar juntos formam o universo |
| Intersecção com o complementar | A ∩ Ac = ∅ | Um conjunto e o seu complementar não têm elementos em comum |
| Complementar do complementar | (Ac)c = A | Complementar duas vezes devolve o conjunto original |
| 1ª Lei de De Morgan | (A ∪ B)c = Ac ∩ Bc | O complementar da união é a intersecção dos complementares |
| 2ª Lei de De Morgan | (A ∩ B)c = Ac ∪ Bc | O complementar da intersecção é a união dos complementares |
| Diferença como intersecção | A − B = A ∩ Bc | Retirar B de A é ficar com o que está em A e fora de B |
| Diferença não comutativa | A − B ≠ B − A (em geral) | A ordem dos conjuntos muda o resultado |
Quando os conjuntos são finitos, usamos n(A) para indicar o número de elementos de A. Assim, valem as seguintes relações:
Para o caso de três conjuntos e mais exemplos, confira Número de Elementos da União.
Além das quatro operações clássicas, existe a diferença simétrica, indicada por A Δ B. Ela reúne os elementos que estão em exatamente um dos dois conjuntos, ou seja, A Δ B = (A − B) ∪ (B − A).
Com A = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e B = {5, 6, 7, 8}, temos A − B = {1, 2, 3, 4} e B − A = {7, 8}. Logo, A Δ B = {1, 2, 3, 4, 7, 8}. Repare que o resultado é a união sem a intersecção: (A ∪ B) − (A ∩ B).
Diante de qualquer exercício, siga este roteiro:
Dados U = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, A = {1, 2, 3, 4}, B = {3, 4, 5, 6} e C = {2, 4, 6, 8}, determine: a) (A ∪ B) ∩ C; b) A − (B ∪ C); c) (A ∩ B)c.
Resolução:
Quando os conjuntos são intervalos da reta real, as mesmas operações continuam valendo. O truque é desenhar uma reta para cada intervalo, alinhadas uma sob a outra, e ler a sobreposição. A bolinha fechada indica que o extremo pertence ao intervalo; a bolinha aberta indica que não pertence.
Sejam A = [−1, 3] e B = (1, 5). Observe o resultado de cada operação:
![Cinco retas reais mostrando A = [−1, 3], B = (1, 5), A ∩ B = (1, 3], A ∪ B = [−1, 5) e A − B = [−1, 1], com bolinhas abertas e fechadas nos extremos](https://blog.professorferretto.com.br/wp-content/uploads/2019/11/cinco-retas-reais-mostrando-a-1-3-b-1-5.png)
Dessa forma, cada extremo se decide com uma pergunta simples: ele pertence a A? Pertence a B?
Antes de partir para os exercícios, veja os deslizes que mais aparecem nas provas:
Os exercícios a seguir foram elaborados para este texto, no estilo do Enem e dos vestibulares. Tente resolver sozinho antes de conferir o gabarito comentado.
1) Dados A = {1, 2, 3, 4, 5, 6}, B = {2, 4, 6, 8} e C = {3, 6, 9}, determine: a) A ∪ B; b) A ∩ C; c) B − C; d) C − A.
2) Considere o universo U = {1, 2, 3, …, 10}, o conjunto A dos números pares de U e o conjunto B dos múltiplos de 3 de U. Determine A ∩ B, (A ∪ B)c e Ac ∩ Bc. O que você observa?
3) Sejam A = {a, b, c, d, e, f} e B = {b, d, f}. a) Determine o complementar de B em relação a A. b) Existe o complementar de A em relação a B? Justifique.
4) Em uma turma de 40 alunos, 25 praticam futebol, 18 praticam vôlei e 7 praticam os dois esportes. Quantos alunos: a) praticam pelo menos um dos dois esportes? b) praticam apenas futebol? c) não praticam nenhum dos dois?
5) Dados os intervalos A = [−2, 4) e B = (1, 7], determine A ∩ B, A ∪ B e A − B.
6) Julgue cada afirmação como verdadeira (V) ou falsa (F), considerando conjuntos quaisquer A e B de um universo U: a) A − B = B − A; b) A ∩ B ⊂ A ∪ B; c) se A ⊂ B, então A ∪ B = B; d) (A ∩ B)c = Ac ∩ Bc.
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1) a) Reunimos todos os elementos, sem repetir: A ∪ B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 8}. b) Os elementos comuns a A e C são 3 e 6: A ∩ C = {3, 6}. c) Retiramos de B o elemento 6, que também está em C: B − C = {2, 4, 8}. d) Dos elementos de C, apenas o 9 não pertence a A: C − A = {9}.
2) Temos A = {2, 4, 6, 8, 10} e B = {3, 6, 9}. Assim, A ∩ B = {6}. Como A ∪ B = {2, 3, 4, 6, 8, 9, 10}, o complementar é (A ∪ B)c = {1, 5, 7}. Por outro lado, Ac = {1, 3, 5, 7, 9} e Bc = {1, 2, 4, 5, 7, 8, 10}, logo Ac ∩ Bc = {1, 5, 7}. Os dois resultados são iguais, o que confirma a 1ª Lei de De Morgan.
3) a) Como todos os elementos de B (b, d e f) pertencem a A, temos B ⊂ A. Logo, o complementar de B em relação a A é A − B = {a, c, e}. b) Não. Para existir o complementar de A em relação a B, seria necessário que A ⊂ B, mas isso é falso: o elemento a pertence a A e não pertence a B.
4) Os 7 alunos que praticam os dois esportes pertencem à intersecção. a) Pela fórmula, n(F ∪ V) = 25 + 18 − 7 = 36 alunos. b) Apenas futebol: 25 − 7 = 18 alunos. c) Os que não praticam nenhum formam o complementar da união: 40 − 36 = 4 alunos. Para conferir, o diagrama abaixo mostra as quatro regiões (18 + 7 + 11 + 4 = 40).

5) A ∩ B = (1, 4): o 1 não pertence a B e o 4 não pertence a A. A ∪ B = [−2, 7]: o −2 entra por A, o 7 entra por B e, como os intervalos se sobrepõem, não há “buraco” no meio. A − B = [−2, 1]: retiramos de A tudo o que está em B e, como o 1 não pertence a B, ele permanece.
6) a) Falsa. Em geral, A − B ≠ B − A. Por exemplo, com A = {1, 2} e B = {2, 3}, temos A − B = {1} e B − A = {3}. b) Verdadeira. Todo elemento comum a A e a B pertence a A e, portanto, também pertence a A ∪ B. c) Verdadeira. Se A ⊂ B, todos os elementos de A já estão em B; logo, a união não acrescenta nada. d) Falsa. O correto é (A ∩ B)c = Ac ∪ Bc. Com U = {1, 2, 3, 4}, A = {1, 2} e B = {2, 3}, temos (A ∩ B)c = {1, 3, 4}, enquanto Ac ∩ Bc = {4}.
Nas provas, as operações costumam aparecer disfarçadas em problemas de contagem, como pesquisas de opinião, grupos de alunos que praticam esportes ou que falam idiomas. O caminho é traduzir as palavras do enunciado em operações (veja a tabela mais acima) e organizar os dados em um diagrama de Venn, começando sempre pela intersecção. Dessa forma, evitamos o erro mais comum: somar duas vezes quem está nos dois conjuntos.
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Para fixar o conteúdo, assista aos vídeos a seguir. Neles, resolvemos questões de vestibulares que envolvem a teoria dos conjuntos e as operações com conjuntos, em níveis básico, intermediário e avançado.
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As quatro operações principais são a união (∪), a intersecção (∩), a diferença (−) e o complementar. Existe ainda a diferença simétrica (Δ), menos citada, que reúne os elementos que estão em exatamente um dos dois conjuntos.
Na união, basta que o elemento pertença a um dos conjuntos (“ou”). Na intersecção, o elemento precisa pertencer aos dois ao mesmo tempo (“e”). Por isso, A ∩ B ⊂ A ⊂ A ∪ B.
Não. Em geral, A − B é diferente de B − A. Os dois resultados só coincidem quando A = B.
A diferença A − B existe para quaisquer conjuntos A e B. Já o complementar de B em relação a A é a diferença A − B no caso particular em que B está contido em A. Com o universo U fixado, o complementar de A é U − A.
O conjunto universo U reúne todos os elementos considerados no problema. Ele importa porque o complementar de A é U − A: se o universo muda, o complementar também muda. Por exemplo, com A = {1, 2, 3} e U = {1, 2, …, 5}, Ac = {4, 5}; com U = {1, 2, …, 8}, Ac = {4, 5, 6, 7, 8}.
Usamos n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B). Subtraímos a intersecção para não contar duas vezes os elementos que estão nos dois conjuntos. O passo a passo, inclusive para três conjuntos, está no texto Número de Elementos da União.
As duas grafias são usadas em livros e materiais didáticos brasileiros e significam exatamente a mesma coisa. Neste blog, adotamos “intersecção”.
Sim, principalmente em problemas de contagem com pesquisas de opinião, que se resolvem com diagrama de Venn. Para ver a incidência dos temas nas últimas provas, consulte o ENEM’s Anatomy.
Comece pela intersecção, depois preencha as partes exclusivas de cada conjunto e, por fim, os elementos que ficam fora de todos. Confira se a soma das regiões é igual ao total do enunciado.
Agora que você já tem a visão geral, aprofunde cada assunto nos textos do blog:

Em resumo, a união reúne (∪, “ou”), a intersecção filtra (∩, “e”), a diferença separa (−, “mas não”) e o complementar completa (“o que falta”). Portanto, a dica final é simples: na dúvida, desenhe os conjuntos na forma de diagrama. Com as regiões de interesse destacadas, qualquer uma das operações com conjuntos fica muito mais fácil de resolver.
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Um abraço a todos e até o próximo texto!
