Compreenda a rede complexa de células, estruturas e divisões que compõem o sistema nervoso humano, responsável por coordenar as funções...
Compreenda a rede complexa de células, estruturas e divisões que compõem o sistema nervoso humano, responsável por coordenar as funções do corpo e responder aos estímulos do ambiente. Entenda suas principais funções, como a condução de impulsos nervosos, a regulação das atividades corporais e a manutenção da homeostase e saia na frente na preparação para as provas.
O sistema nervoso é uma rede complexa de células e estruturas responsáveis por coordenar as funções do corpo humano e responder aos estímulos do ambiente. Ele é dividido em sistema nervoso central, composto pelo cérebro e pela medula espinhal, e sistema nervoso periférico, que conecta os órgãos e membros ao sistema central. Para se preparar para o Enem e outros vestibulares, é essencial entender as suas principais funções, como a condução de impulsos nervosos, a regulação das atividades corporais e a manutenção da homeostase. Familiarizar-se com os componentes e funções do sistema nervoso pode ser crucial para o sucesso nas provas de biologia.
O sistema nervoso é semelhante ao governo central, ao sistema de telecomunicações e à internet de altíssima velocidade em um país gigantesco, com bilhões de cidadãos (células) que precisam se comunicar, receber ordens e trabalhar em harmonia.
O sistema nervoso é, pois, uma rede complexa e fascinante de estruturas que comanda desde os batimentos cardíacos mais essenciais até os pensamentos mais abstratos e a criação de poesia.
Para você que está se preparando para o Enem e os principais vestibulares do país, é fundamental entender o sistema nervoso , compreender como o corpo humano reage, pensa e se mantém vivo, pois são temas cobrados na área da Biologia.
Este artigo, por conseguinte, foi desenvolvido para você que quer dominar o assunto, entender como ele é cobrado nas provas e garantir um ótimo desempenho.
Tendo isso em mente, vamos explorar desde a definição básica — o que é sistema nervoso — até as complexidades da transmissão de impulsos, passando pelas principais divisões e funções.
Prepare-se, pois, para uma jornada pelo centro de comando do corpo humano!
Vamos nessa?!
De forma direta, o sistema nervoso pode ser definido como a rede de comunicações do organismo, responsável por captar informações do ambiente interno e externo (estímulos), processar esses dados e gerar respostas adequadas.
Ele é, portanto, o grande coordenador de todas as atividades do corpo, garantindo que ele funcione como uma unidade integrada.
Suas principais funções podem ser resumidas em quatro pilares:
A imagem a seguir retrata as funções principais do sistema nervoso reunidas nos quatro grupos que acabamos de ver.

Para organizar o estudo, a anatomia divide o sistema nervoso em duas partes fundamentais: o sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP).
Essa é, portanto, a primeira grande classificação que você precisa ter em mente.
A seguir vamos tratar de cada um desses sistemas de forma isolada e mais detalhada.
O sistema nervoso central é constituído pelo encéfalo, abrigado na caixa craniana, e pela medula espinhal, localizada no interior da coluna vertebral.
Ambos são envoltos por membranas chamadas meninges (dura-máter, aracnoide e pia-máter) e banhados pelo líquido cefalorraquidiano (líquor), que atua como amortecedor.
Se o SNC é a central, o sistema nervoso periférico (SNP) são os cabos e fios que conectam essa central aos “aparelhos” (músculos, pele, órgãos).
Ele é composto por nervos e gânglios. Os nervos podem ser de dois tipos:
Uma outra forma de classificar o sistema nervoso é pela sua atuação funcional, dividindo o SNP em duas partes: sistema nervoso somático e autônomo.
É a divisão voluntária, isto é, as respostas e ações voluntárias que o corpo pode produzir.
Ele regula as ações que estão sob nosso controle consciente, como andar, escrever ou segurar um copo.
Não por menos, é responsável por inervar a musculatura esquelética (estriada esquelética), justamente a que utilizamos para nos locomover e executar tarefas.
Como o nome sugere, atua de forma autônoma, involuntária, portanto.
Ele controla as atividades dos órgãos internos (vísceras), glândulas e músculos lisos e cardíaco.
É o responsável por regular a digestão, os batimentos cardíacos e a secreção hormonal, sem que precisemos pensar nisso.
Abaixo imagem ilustrativa apresentando as diferenças entre sistema nervoso somático e autônomo.

Dentro do sistema nervoso autônomo, encontramos duas divisões com funções antagônicas e complementares: o sistema nervoso simpático e parassimpático.
A maioria dos órgãos recebe inervação de ambos, garantindo um controle fino e preciso.
Enquanto um “acelera” o corpo em situações de estresse, o outro “desacelera” para conservar energia.
A tabela abaixo resume as principais diferenças:
| Característica | Sistema Nervoso Simpático | Sistema Nervoso Parassimpático | |
|---|---|---|---|
| Função principal | Prepara o corpo para situações de estresse, emergência ou ação intensa (luta ou fuga). | Estimula atividades de relaxamento, repouso e conservação de energia (descanso e digestão). | |
| Origem das fibras | Região torácica e lombar da medula espinhal (toracolombar). | Tronco encefálico (nervos cranianos) e região sacral da medula (craniossacral). | |
| Localização dos gânglios | Próximo à medula espinhal. | Próximo ou no interior dos órgãos-alvo. | |
| Ação no coração | Aumenta a frequência cardíaca. | Diminui a frequência cardíaca. | |
| Ação nos pulmões | Dilata os brônquios (aumenta a entrada de ar). | Contraí os brônquios. | |
| Ação no sistema digestório | Inibe a digestão. | Estimula a digestão. | |
| Ação nas pupilas | Dilata as pupilas (midríase). | Contraí as pupilas (miose). | |
| Neurotransmissor principal | Noradrenalina (norepinefrina) nas fibras pós-ganglionares. | Acetilcolina nas fibras pós-ganglionares. |
Segue uma exemplificação de como ambos os sistemas podem atuar, isto é, o sistema simpático e o parassimpático.
Imagine que você está andando na rua e um cachorro começa a correr atrás de você. Instantaneamente, seu simpático entra em ação: coração dispara, pupilas dilatam, respiração acelera e a digestão é pausada.
Ao conseguir escapar e se sentar em um banco para descansar, o parassimpático assume o controle, normalizando os batimentos, trazendo a calma e retomando a digestão.
Para começar a responder a esses questionamentos e compreender como as informações viajam pelo sistema nervoso, é preciso conhecer sua unidade funcional, o neurônio, uma célula altamente especializada.
Por essa razão, a seguir veremos a estrutura do neurônio, o impulso nervoso e a sinapse de forma individualizada.
O neurônio é composto por um corpo celular (onde está o núcleo), dendritos (prolongamentos que recebem estímulos de outras células) e um axônio (prolongamento longo que conduz o impulso nervoso para outras células).
Muitos axônios são envolvidos por uma camada isolante de mielina (produzida por oligodendrócitos no SNC e células de Schwann no SNP), que acelera a transmissão do impulso.
A transmissão ocorre por alterações elétricas na membrana do neurônio.
Em repouso, o interior da célula é negativo em relação ao exterior (potencial de repouso).
Quando um estímulo forte o suficiente (estímulo limiar) chega, ocorre uma rápida inversão dessa polaridade (despolarização), gerando o potencial de ação, que se propaga ao longo do axônio como uma onda.
Em axônios mielinizados, o impulso “salta” entre os nódulos de Ranvier, em um fenômeno chamado condução saltatória, que é muito mais rápido.
É a região de comunicação entre dois neurônios, ou entre um neurônio e um órgão efetor (músculo ou glândula).
A maioria das sinapses é química. Veja, portanto, que há uma estreita ligação entre biologia e a química através de reações químicas.
Quando o impulso chega ao terminal do axônio (botão terminal), provoca a liberação de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (como acetilcolina, adrenalina, dopamina) na fenda sináptica.
Esses neurotransmissores se ligam a receptores na membrana da célula seguinte, excitando-a ou inibindo-a.
Nem todas as ações do corpo precisam de uma “autorização” direta do cérebro.
Os reflexos são respostas rápidas e involuntárias a certos estímulos, essenciais para a sobrevivência, pois protegem o corpo de perigos.
O caminho percorrido pelo impulso nervoso em um ato reflexo é chamado de arco reflexo.
O ato reflexo é mais curto e não envolve o processamento consciente no cérebro, apenas a medula espinhal.
Quando o médico bate com o martelinho no seu joelho, ele estica um tendão, que estimula receptores.
O impulso nervoso segue por um neurônio sensorial até a medula espinhal.
Lá, ele faz sinapse diretamente com um neurônio motor (ou através de um interneurônio), que envia uma resposta imediata para o músculo da coxa contrair, fazendo a perna se erguer.
Note, portanto, que a diferença entre ato reflexo e a ação voluntária (como pegar um copo) reside do fato de que esta exige que o impulso nervoso suba pela medula até o cérebro, seja processado, e a resposta desça de volta até o músculo.
Como você pode notar, é um caminho mais longo, por isso mais lento que um ato reflexo.
A relação entre o sistema nervoso e sensorial é intrínseca.
O sistema sensorial é a “porta de entrada” do sistema nervoso.
Tudo o que percebemos do mundo começa com estímulos captados por células ou estruturas especializadas chamadas receptores sensoriais (na pele, olhos, ouvidos, língua, nariz).
Esses receptores convertem diferentes formas de energia (tato, luz, som, químicos) em impulsos elétricos.
Esses impulsos são transmitidos por neurônios aferentes (sensoriais) do SNP até o SNC.
É no cérebro, principalmente no córtex cerebral, que esses sinais elétricos são interpretados.
A luz que entra no olho vira a imagem de um rosto, a vibração no ar vira uma música, e a pressão na pele vira um toque.
Portanto, a sensação é a recepção do estímulo, enquanto a percepção é a interpretação desse estímulo pelo sistema nervoso central.
Chegamos ao item mais estratégico para sua prova: como o sistema nervoso é cobrado no Enem e vestibulares.
Geralmente, as questões não pedem uma definição isolada, mas sim a aplicação dos conceitos em contextos do dia a dia, análises de situações-problema e interpretação de gráficos ou textos.
Dessa forma, para facilitar seus estudos, apresentamos a seguir os conceitos mais recorrentes exigidos nas provas, através de uma imagem resumo.

Como ocorre praticamente sobre qualquer tema, sempre surgem algumas perguntas a respeito.
Nem sempre essas perguntas têm base no rigor técnico, por vezes surgem a partir da cultura ou crenças populares.
Como o sistema nervoso, obviamente, não é diferente.
Vamos, pois, a algumas dessas perguntas e suas respostas.
Essa pergunta pode ser interpretada de duas formas.
Anatomicamente, o sistema nervoso é dividido em central e periférico.
Funcionalmente, o SNP é dividido em somático e autônomo, sendo este último dividido em simpático e parassimpático.
Portanto, ao listar “3 tipos”, podemos considerar:
Dizer que o sistema nervoso “ataca” é uma linguagem popular.
Clinicamente, quando há um problema, falamos em disfunção ou doença neurológica.
Os sintomas são extremamente variados, dependendo da região afetada.
Uma disfunção no sistema nervoso autônomo pode causar tontura no ato de levantar, ficar em pé (hipotensão ortostática), intolerância ao calor, problemas de bexiga e disfunção sexual.
Já problemas no SNC podem causar perda de força, formigamento, alterações de memória, tremores, entre outros.
As questões sobre sistema nervoso geralmente exigem que o aluno correlacione a estrutura com a função.
Para ilustrar, apresentamos a seguir alguns exemplos desse tipo de questões.
“Um indivíduo toca acidentalmente em uma superfície quente e retira a mão rapidamente. Qual estrutura do sistema nervoso é a principal responsável por essa resposta imediata?”
Resposta: a medula espinhal.
“Determinada substância química bloqueia os receptores de acetilcolina na membrana pós-sináptica. Qual a consequência direta para a transmissão do impulso nervoso?”
Resposta: o impulso não será transmitido, pois o neurotransmissor não consegue se ligar ao seu receptor.
“Após uma corrida, um atleta apresenta diminuição dos batimentos cardíacos e aumento do fluxo sanguíneo para o intestino. A atuação de qual sistema nervoso explica essas alterações?”
Resposta: sistema nervoso parassimpático.
Para fixar o conteúdo sobre sistema nervoso e suas diferentes ramificações, que, como visto, é cheio de detalhes, siga estratégias como as sugeridas a seguir.
Crie um mapa mental começando com “sistema nervoso” no centro. Faça dois grandes ramos: SNC e SNP. Do SNC, ramifique em encéfalo (cérebro, cerebelo, tronco) e medula. A partir do SNP, ramifique em somático (voluntário) e autônomo (involuntário).
Do autônomo, faça dois novos ramos: simpático e parassimpático, e liste suas funções opostas. Essa visualização ajuda a organizar a hierarquia.
Tabelas podem ser muito úteis, como a tabela acima que compara o sistema nervoso simpático e parassimpático, pois ajudam na compreensão, uma vez que foca numa comparação mais visual.
Crie mnemônicos, uma vez que são como links que remetem automaticamente ao que se quer lembrar.
Por exemplo, para lembrar que o simpático acelera o corpo, associe ao “estresse” (S de Stress). Para o parassimpático, associe ao “repouso” e “digestão” (P de Paz, P de Papeiro).
Após revisar a teoria, pratique com questões sistema nervoso de edições anteriores do Enem e de vestibulares. Isso treina seu cérebro para identificar os padrões de cobrança.
Abaixo uma ilustração de um mapa mental que pode ser útil para sua preparação para os exames.

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O sistema nervoso é, sem dúvida, um dos temas mais fascinantes e cobrados da biologia humana.
Compreender suas divisões — desde o sistema nervoso central e periférico até as nuances do sistema nervoso ganglionar, simpático e parassimpático — é fundamental para qualquer estudante que almeja uma vaga no ensino superior.
Vimos que ele não é apenas um conjunto de órgãos, mas sim uma rede integrada que coordena desde os reflexos mais rápidos até os pensamentos mais complexos, conectando-se diretamente ao sistema endócrino e sensorial para manter nosso corpo em equilíbrio.
Lembre-se de que a chave para o sucesso nas provas não é a memorização vazia, mas sim a capacidade de conectar os pontos, de entender como um estímulo externo se transforma em uma resposta do corpo, seja ela voluntária ou involuntária.
Utilize as dicas de estudo, pratique com exercícios e, principalmente, mantenha a curiosidade sobre como essa máquina perfeita que é o corpo humano funciona.
Bons estudos e sucesso na sua jornada!