Com a prova do ENEM de 2026 se aproximando, cresce a expectativa dos candidatos em relação ao tema da redação....
Com a prova do ENEM de 2026 se aproximando, cresce a expectativa dos candidatos em relação ao tema da redação.
Tradicionalmente, a proposta de redação aborda questões sociais e atuais. Na edição passada, por exemplo, o tema foi “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
Pensando em ajudar quem vai fazer o exame, o PROFESSOR FERRETTO reuniu os palpites de dois especialistas: a professora Tanay – professora de Redação da Plataforma do Professor Ferretto e o Professor Noslen, embaixador do MEC e também professor de Linguagens da Plataforma do Professor Ferretto.

Resposta direta: pelo histórico do exame, o tema é uma situação-problema de ordem social, atual e que admite uma proposta de intervenção.
Por isso, o Enem raramente escolhe assuntos puramente abstratos ou sem solução possível.
Note, pois, que esses critérios são uma leitura do padrão histórico da prova, e não uma regra publicada em edital.
Veja os temas das quatro últimas edições regulares do Enem:
| Ano | Tema da redação |
|---|---|
| 2025 | Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira |
| 2024 | Desafios para a valorização da herança africana no Brasil |
| 2023 | Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil |
| 2022 | Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil |

Observe que três dos quatro temas começam com “Desafios para…” e envolvem direitos de grupos específicos da sociedade.
Além disso, análises dos temas de 2016 a 2025 apontam recorrência de direitos humanos, cidadania, inclusão e desigualdades sociais.
Dessa forma, estudar por eixo rende mais do que decorar um único assunto.
Resposta direta: os temas mais citados para 2026 são inteligência artificial, inclusão de pessoas neurodivergentes, redes sociais e saúde mental, apostas online e crise climática.
Em cada tema, você encontra o motivo da aposta, um recorte provável no estilo do Enem, repertório e uma ideia de intervenção.

Por que pode cair? A inteligência artificial aparece em quase todas as listas, inclusive na do G1, que destaca seu impacto na educação, no mercado de trabalho e na circulação de informações falsas.
Além disso, a IA já faz parte da rotina dos estudantes, o que aproxima o debate de qualquer candidato.
Recorte provável: “Desafios para o uso ético da inteligência artificial no Brasil”.
Repertório: o projeto de lei 2338/2023, que propõe um marco legal para a IA no país, e o problema das deepfakes, conteúdos falsos criados por inteligência artificial.
Intervenção possível: o Congresso Nacional pode aprovar regras de transparência e de responsabilização para as empresas de tecnologia, por meio de legislação específica, a fim de reduzir a desinformação e proteger os cidadãos.
Por que pode cair? O G1 lembra que pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), TDAH, dislexia e outras condições ainda enfrentam barreiras educacionais, profissionais, comunicacionais, sensoriais e culturais.
O tema também aparece na lista do Correio Braziliense e nas apostas de professores de redação.
Recorte provável: “Desafios para a inclusão de pessoas neurodivergentes na sociedade brasileira”.
Repertório: a Lei Berenice Piana (Lei 12.764/2012), que institui a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com TEA, e a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015).
Intervenção possível: o Ministério da Educação pode financiar a formação continuada de professores, por meio de cursos e de apoio pedagógico nas escolas, de modo a garantir a permanência e a aprendizagem desses estudantes.
Por que pode cair? O G1 aponta que o uso crescente das tecnologias expõe crianças e adolescentes a conteúdos inadequados, publicidade direcionada, coleta indevida de dados e cyberbullying, e que a responsabilidade é compartilhada entre família, escola, Estado e empresas. Outras listas ligam o assunto à saúde mental dos jovens.
Recorte provável: “Desafios para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital no Brasil”.
Repertório: o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), que prevê proteção integral, a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) e o documentário O Dilema das Redes (2020).
Intervenção possível: o Estado pode fiscalizar as plataformas por meio de órgãos como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, enquanto as escolas promovem educação digital em parceria com as famílias, a fim de reduzir a exposição a riscos.
Por que pode cair? O Correio Braziliense e professores ouvidos por portais como o Quero Bolsa citam vício, endividamento, publicidade e necessidade de regulamentação mais eficaz como pontos centrais do debate sobre o crescimento das casas de apostas.
Recorte provável: “Impactos das apostas online na vida financeira e na saúde dos jovens brasileiros”.
Repertório: a Lei 14.790/2023, que regulamentou as apostas de quota fixa, e o debate sobre endividamento e educação financeira.
Intervenção possível: o Ministério da Fazenda pode fiscalizar a publicidade das casas de apostas e punir irregularidades, por meio de regras mais rígidas, enquanto o Ministério da Educação inclui educação financeira no currículo, a fim de prevenir o endividamento juvenil.
Por que pode cair? O G1 afirma que o assunto permite discutir prevenção, planejamento, justiça climática e responsabilidade compartilhada entre governos, empresas e sociedade.
Ainda, como variação possível, o G1 cita a poluição por microplásticos e seus efeitos sobre a biodiversidade.
Já o Correio Braziliense, por sua vez, lembra dos biomas além da Amazônia, como Cerrado, Pantanal e Caatinga.
Recorte provável: “Desafios para o enfrentamento das calamidades climáticas no Brasil” ou “Efeitos da poluição por microplásticos na biodiversidade”.
Repertório: as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 e o artigo 225 da Constituição Federal, que garante o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Intervenção possível: prefeituras e governos estaduais podem reforçar a Defesa Civil e o planejamento urbano, por meio do mapeamento de áreas de risco e de sistemas de alerta, a fim de reduzir mortes e prejuízos.
Por que pode cair? O G1 recorda que a pandemia mostrou a importância da ciência e que o tema permite discutir comunicação científica, educação, transparência e combate à desinformação.
O Correio Braziliense, por sua vez, aposta em fake news e nos limites da liberdade de expressão.
Recorte provável: “Caminhos para combater a desinformação e fortalecer a confiança na ciência no Brasil”.
Repertório: a pandemia de covid-19, o Programa Nacional de Imunizações e o artigo 220 da Constituição Federal, sobre a liberdade de manifestação do pensamento.
Intervenção possível: o Ministério da Educação pode incluir educação midiática nas escolas, por meio de projetos de checagem de fontes, enquanto o Ministério da Saúde amplia campanhas de comunicação científica, de modo a combater boatos.
Por que pode cair? O G1 destaca que o esporte vai além da competição, pois contribui para a saúde, fortalece vínculos e amplia as oportunidades de crianças e adolescentes.
Embora apareça em menos listas do que os temas anteriores, é uma aposta direta do G1.
Recorte provável: “Caminhos para ampliar o acesso ao esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil”.
Repertório: o artigo 217 da Constituição Federal, que atribui ao Estado o dever de fomentar as práticas desportivas, e trajetórias de atletas que saíram de contextos de vulnerabilidade, como a da ginasta Rebeca Andrade.
Intervenção possível: o Ministério do Esporte, em parceria com as escolas públicas, pode ampliar projetos esportivos no contraturno, por meio de repasses de verba e da formação de professores, a fim de aproximar jovens da prática esportiva e da vida comunitária.
Por que pode cair? O Correio Braziliense cita superlotação, tarifas elevadas e falta de investimentos como obstáculos ao direito de ir e vir nas cidades.
O tema também aparece nas apostas de professores de redação.
Recorte provável: “Desafios para a garantia da mobilidade urbana nas cidades brasileiras”.
Repertório: a Emenda Constitucional 90/2015, que incluiu o transporte entre os direitos sociais do artigo 6º, e a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012).
Intervenção possível: prefeituras e governo federal podem ampliar o financiamento do transporte coletivo, por meio de subsídios e de corredores exclusivos, a fim de reduzir tarifas e tempo de viagem.
Por que pode cair? Portais e instituições de ensino citam a precarização do trabalho de entregadores e motoristas de aplicativo e o combate ao trabalho análogo à escravidão como possibilidades para a prova.
Recorte provável: “Desafios para a proteção de trabalhadores em condições precárias no Brasil”.
Repertório: o artigo 149 do Código Penal, que trata da redução à condição análoga à de escravo, e o artigo 7º da Constituição Federal, que lista direitos dos trabalhadores.
Intervenção possível: o Ministério do Trabalho e Emprego pode ampliar a fiscalização e criar canais de denúncia acessíveis, por meio de equipes móveis e de campanhas de conscientização, a fim de proteger os trabalhadores mais vulneráveis.
Por que pode cair? O Correio Braziliense destaca o paradoxo de o Brasil ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo e ainda conviver com a fome.
Recorte provável: “Desafios para garantir o direito à alimentação adequada no Brasil”.
Repertório: a Emenda Constitucional 64/2010, que incluiu a alimentação entre os direitos sociais, e o debate sobre ultraprocessados e obesidade.
Intervenção possível: o governo federal pode fortalecer a compra de alimentos da agricultura familiar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar e ampliar programas de distribuição, a fim de garantir acesso a alimentos saudáveis às famílias de baixa renda.
Outras apostas para o treino: evasão escolar, falta de professores, violência nas escolas, sistema carcerário, violência patrimonial contra a mulher e valorização da identidade cultural também circulam em listas de portais e podem render boas redações de treino.
Se você só tiver tempo para cinco temas, comece pelos cinco primeiros, que são os mais citados.
Resposta direta: envelhecimento (2025), herança africana (2024) e trabalho de cuidado (2023) foram cobrados recentemente, por isso têm menos chance de voltar com o mesmo recorte.
Ainda assim, alguns deles circulam em listas para 2026.
O Enem costuma renovar o recorte, mas pode retomar o eixo por outro ângulo.
O envelhecimento, por exemplo, dialoga com previdência, saúde e preconceito contra idosos, ao passo que o trabalho de cuidado se conecta à desigualdade de gênero e à economia.
Dessa forma, treinar esses assuntos não é perda de tempo, desde que você os use para ampliar repertório, e não como aposta principal.
Resposta direta: para escrever bem sobre qualquer tema, treine o método. Estude por eixo, monte repertório útil, planeje a tese e feche com uma proposta de intervenção completa.
Quem domina esse caminho se adapta ao assunto que cair.
Como o tema muda a cada edição, agrupe seus estudos em eixos amplos.
Assim, um mesmo repertório rende em vários textos.
Seis eixos cobrem boa parte do que o Enem já cobrou:
Na Competência 2, o repertório precisa cumprir três requisitos:
Por isso, evite o “repertório de bolso”, aquela citação decorada que serve para qualquer tema.
Prefira repertórios organizados por eixo, como as leis e os casos apresentados nos temas acima.
A Competência 5 exige uma proposta detalhada que respeite os direitos humanos.
Portanto, inclua sempre:
Exemplo: o Ministério da Educação (agente) deve incluir educação midiática no currículo (ação), por meio de projetos de checagem de fontes (meio), a fim de reduzir a circulação de boatos (finalidade). Essa medida, aliás, forma leitores críticos desde cedo (detalhamento).
Saiba mais sobre como estruturar uma boa redação em nosso artigo exclusivo Redação no Enem: guia das 5 competências para nota 1000.

A sugestão abaixo é um ponto de partida.
Ajuste-a, pois, à sua rotina de estudos.
| Dia | Foco do treino |
|---|---|
| Segunda | Escolha um tema, transforme-o em pergunta e monte o projeto de texto (tese e dois argumentos). |
| Terça | Levante dois repertórios do eixo e anote como cada um sustenta um argumento. |
| Quarta | Escreva a redação completa, com o tempo cronometrado. |
| Quinta | Reescreva a introdução e a proposta de intervenção. |
| Sexta | Corrija o texto com a lista das cinco competências ou envie para a correção de um professor. |
| Fim de semana | Faça um simulado completo e releia suas anotações. |

Para acompanhar seu desempenho, aproveite os simulados para o Enem e compare seus resultados ao longo das semanas.
Para conferir os critérios oficiais, leia nossa análise da Cartilha Enem 2026.
Resposta direta: a redação vale até 1.000 pontos, mas a aprovação também depende das provas objetivas de Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática.
Por isso, equilibre o treino de texto com a revisão de conteúdo e a prática de questões.
Matemática, em especial, pede base sólida em equações e em conceitos básicos, e quanto antes você revisar, melhor.
Dessa forma, você ganha segurança para as questões da prova e tempo para treinar a redação sem pressa.
Nesse cenário, a plataforma do Professor Ferretto reúne videoaulas, exercícios comentados, simulados e correção de redação (a plataforma oferece 4 créditos de correção por mês), além do Curso Completo de Discursivas para quem presta vestibulares tradicionais.

Ninguém sabe. O Inep mantém o tema em sigilo até o dia da prova, em 8 de novembro de 2026.
As apostas mais citadas por imprensa e professores são inteligência artificial, inclusão de pessoas neurodivergentes, redes sociais e saúde mental, apostas online e crise climática.
Use essas apostas para treinar, e não como previsão.
A redação cai no primeiro dia de prova, domingo, 8 de novembro de 2026, junto com as provas de Linguagens e Ciências Humanas.
O segundo dia, em 15 de novembro, reúne Matemática e Ciências da Natureza. Veja todos os detalhes no calendário do Enem 2026.
Nas edições recentes, de 2022 a 2025, cada ano trouxe um tema diferente.
Observe que o que se repete são os eixos, como direitos humanos, inclusão e cidadania.
Por isso, treinar por eixo é mais seguro do que apostar em um único assunto.
A redação vale de 0 a 1.000 pontos.
Ela é avaliada em cinco competências, e cada uma pode render até 200 pontos.
Sim. A fuga total ao tema leva à nota zero.
Já abordar o tema apenas de forma parcial compromete a nota, principalmente nas competências ligadas à compreensão da proposta e à argumentação.
Sim, desde que o objetivo seja construir repertório e treinar a estrutura do texto.
Não vale decorar um texto pronto: se o tema vier com outro recorte, o texto decorado pode não responder à proposta.
Depende do seu perfil, mas vale observar se o curso oferece correção de redação, videoaulas com exercícios comentados, cronograma de estudos, simulados e possibilidade de testar sem custo.
O Professor Ferretto é uma opção que reúne esses pontos, com cursos gratuitos de Matemática, Física e Química básica e planos completos para o Enem.
Para comparar com calma, leia nosso guia sobre como escolher um curso online de Enem com boa correção de redação.
Em suma, o tema da redação do Enem 2026 continua sendo um mistério até 8 de novembro, mas a sua preparação não precisa depender dele.
Ao estudar por eixo, construir repertório útil e dominar a proposta de intervenção em cinco elementos, você estará pronto para transformar qualquer assunto em um texto bem argumentado.
Portanto, escolha hoje um dos 10 temas, escreva, corrija e repita o ciclo até a prova.
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Fontes e leituras